domingo, 3 de junho de 2012

Presidente do PT vai a Sobral para discutir aliança com Cid Gomes

O presidente Nacional do PT, Rui Falcão, tem encontro marcado neste domingo (03) com o governador Cid Gomes, presidente estadual do PSB, no município de Sobral, reduto político dos Ferreira Gomes. O petista vem ao Ceará para participar do encontro da legenda, em Fortaleza, que deve escolher o nome do candidato para a sucessão de Luizianne Lins.
Em pauta, a articulação para continuidade da aliança eleitoral entre PT e PSB na eleição de Fortaleza.
Nomes e bastidores
Durante a conversa, Rui Falcão vai ouvir de Cid Gomes que a aliança do PSB com o PT não vai continuar caso o candidato indicado pelo partido seja mesmo Elmano de Freitas, secretário de Educação do Município e preferido de Luizianne para sua sucessão.
Cid Gomes tem Camilo Santana, secretário das Cidades, como o candidato preferencial do PT para a manutenção da aliança. Correndo por fora, o nome do secretário de Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, ganhou força e já conta com a simpatia de lideranças de outras legendas como o PMDB, por exemplo.
Outro que ganhou força nos últimos dias foi o deputado federal Artur Bruno. Até mesmo Luizianne Lins já estaria cogitando a possibilidade de apontar o parlamentar como representantes do PT para a disputa. Bruno pode ser a aposta para evitar o rompimento. O deputado José Nobre Guimarães tem costurado encontros para viabilizar o acordo entre os dois partidos. Fonte: Kézya Diniz - Jangadeiro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Re-legados da copa!




Imagino a alegria de tantos garotos quando tiveram a notícia de que o Brasil iria – finalmente – sediar a Copa do Mundo de Futebol. 



É possível abstrair-se e “ver neles o desejo de ter uma oportunidade”. O futebol além de esporte é realmente uma oportunidade que baseada nos fundamentos de inteligência, talento e dedicação pode abrir portas para alguns. Como esporte pode desenvolver a cultura do corpo, aliada um processo pedagógico mais amplo capaz de permitir a formação para a cidadania.
Imagino a alegria de tantos garotos quando tiveram a notícia de que Cuiabá seria uma das subsedes da Copa do Mundo. De repente haveria projetos de recuperação de mini-estádios, ginásios e quadras esportivas que dotados de programas estariam construindo bases para que a oportunidade no esporte e formação para o exercício da cidadania.
Hoje não é preciso imaginar. Os projetos esportivos que existem são pagos, com raras exceções. Os grandes investimentos para a Copa serão terceirizados e a sociedade não terá acesso, senão através de mensalidade ou ingresso pago. Aqueles meninos que sonharam com a Copa estão preocupados com o seu destino. Falam em desocupação da área onde estão suas moradias. Onde estão fincadas as suas relações sociais. A alegria virou incerteza.



Hoje não é preciso imaginar. A oportunidade não virá. Muitos não terão como ir aos jogos. Começam a sentir a sensação de quem empresta a casa e não é convidado para a festa.
A falácia do legado da Copa diz que serão resolvidos problemas históricos de Cuiabá: transporte, saúde e segurança. Os investimentos seriam tantos que ocasionaram um boom do turismo. Estamos a pouco tempo da Copa e a sociedade ainda não sentiram os benefícios, isto porque optaram pelo turismo de massa. Por outro lado, os relegados da Copa já começam a sentir o preço do custo de vida através de aumentos no aluguel da moradia, do IPTU e assim, sucessivamente uma série de serviços essenciais tendem infalivelmente a serem majorados.



Vamos jogar bola, mas, precisamos ser inteligentes. É só um jogo, uma competição e tão logo passem a vida continua. O que vai ser depois da Copa? Como estará a situação de endividamento do Estado?  Ou alguém acredita que esse dinheiro que está sendo investido não precisa ser pago?
Vamos jogar bola. É preciso assumir o jogo. Conhecer as regras, o tempo e quem está apitando. Vamos garotos, está na hora de entrarem no jogo, ainda que não seja aquele que gostariam, mas é aquele que lhe possibilitará se tornar cidadão de fato e de direito. Vamos jogar bola, afinal um time de re-legados pode ser inteligente e mudar a história desse jogo. Ainda há tempo antes do apito final.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lula, Cid e as eleições de Fortaleza

Érico Firmo - Jornal O Povo
O aperto de mão e os sorrisos trocados ontem entre o governador Cid Gomes, que preside o PSB no Ceará, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder que todo o PT do País ouve, aponta para uma realidade nova nas articulações em torno da sucessão da prefeita Luizianne Lins em Fortaleza. Até agora autossuficiente, garantindo ao processo o ritmo que melhor lhe pareceu, Luizianne pode estar perdendo este controle. Um dia antes, ela mesma já indicara algo diferente acontecendo, ao anunciar a vinda à cidade nos próximos dias do presidente da executiva nacional petista, Ruy Falcão (foto). Até então, o acertado era que ele viria apenas depois que o partido tivesse o nome definido para apresentá-lo à aliança e, em especial, ao aliado Cid Gomes. Na nova estratégia, o dirigente nacional passa a integrar o esforço de solução do impasse.

Francischini faz trapalhada e 'denuncia' Agnelo com documento que o inocenta

O deputado Francischini (PSDB-PR) virou motivo de piada na CPI do Cachoeira.
O deputado tucano mostrou um papel, um ofício de 15 de dezembro de 2010, assinado por Agnelo Queiros (PT-DF), quando já estava eleito governador, mas antes de tomar posse, pedindo prorrogação de alguns contratos de serviços essenciais do governo do Distrito Federal, caso estivessem vencendo, o que, segundo o deputado tucano, seria a "prova" de que beneficiou a Delta.
O porta-voz do governo do DF adorou a 'denúncia' do deputado tucano e se apressou em mostrar o documento nas redes sociais.
 Eis o documento, que fala por si: 


























































Vamos desenhar para o deputado Francischini entender:
1) O ofício é de 15 de dezembro de 2010;
2) Agnelo tomou posse 15 dias depois, em 1º de janeiro de 2011;
Mais:

terça-feira, 22 de maio de 2012

Previsão de terremotos, a partir das 14:00 - horário de Brasília!

Com o depoimento de Cachoeira, só a tremedeira de certos envolvidos promete grande abalo...


Não se descarta a possibilidade de Tsunami...



Luiz Antonio Franke Settineri - SAROBA

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Hoje: Artur Bruno entrevistado na TV - 20h30


O Deputado Federal, Artur Bruno(PT/CE) será o entrevistado do Programa do jornalista Fábio Campos, que pode ser visto pela TV Assembleia (canal 30) e TV O Povo (canal 48) entrevista às 20:30. Bruno é dos pré-candidato do PT em Fortaleza.
Site Artur Bruno: www.arturbruno.com.br

Rumo certo: Viva, o PT cresceu!


Quem Leu a carta renuncia do companheiro Jairo Rocha e analisou com profundidade e respeito viu entrelinhas à vontade expressa de retomar o rumo do PT maduro e forte como sempre é.

O militante cuiabano  ficou muito feliz em ver a paz reinante entre as correntes que sempre dividiram o partido.
Todos com suas diferenças, mas unidos em um ponto, o entendimento de que o PT mato-grossense necessita ter candidatura própria em todas as cidades onde o mesmo estiver organizado e a Capital não podia ficar de fora.
Esse entendimento que vem desde a direção nacional tem como  objetivo recuperar o partido que quase perdeu identidade onde não fez disputa de cargos majoritários um erro que vem em boa hora ser corrigido.
O  PT é detentor do  cargo maior da nação já há quase dez anos onde fez mudanças estruturais e  positivas no país provando o refrão da musica  que diz: Onde o PT governa da certo e da nos sabemos disso.
 O Lula deixou a presidência há quase dois anos e continua em evidência causando inveja em nossos adversários históricos. Ao mesmo tempo a nossa presidenta confirma o refrão da musica  e o país caminha soberbo diante da crise que assola o mundo.
 O eleitor do PT não entendia por que o partido com essas qualidades ia buscar reforço eleitoral em campos antagônicos a nossa pratica um erro sem explicação a não ser pela divisão hora deixada de lado.
Com a renuncia de companheiro Jairo Rocha  ficou o nome do companheiro LUDIO CABRAL bom para o povo cuiabano que terá o direito de uma escolha diferente nova  e fora do controle empresarial e midiático um candidato do povo e com respaldo do excelente governo DILMA.
 O mandato popular será fortalecido em todo o Brasil a candidatura do companheiro LUDIO CABRAL para a prefeitura da capital é o diferente na lista de nomes prefeitaveis.

Os pré-candidatos a vereador e vereadoras do PT foram indicados pelos próprios eleitores tirados do seu campo de atuação suas qualidades são incomparavelmente melhor do que a maioria dos edis com mandatos na cidade.
Fica feliz o povo que terá uma oportunidade fora da mesmice repetitivas  de mando que acontece a mais de vinte e oito anos.
Onde muda os partidos, mas os nomes e as correntes de pensamento são sempre  o neoliberalismo.
Ai que entra o Partido dos Trabalhadores o partido que faz sempre o mandato socialista.
Valorizando a frase: Onde o PT governa da certo e aqui não será diferente.

Parabéns aos companheiros dirigentes do DR MT e do DM Cuiabá pela paz reinante e o entendimento que candidatura própria é uma opção de escolha melhor e nova para o povo cuiabano.

Urbano Ribeiro dos Reis (índio PT) 

sábado, 19 de maio de 2012

Carta aberta à presidente Dilma Rousseff


Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso
sábado, 19 de maio de 2012
postado por Richard Jakubaszko

Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidente da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidente:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento – do qual a humanidade necessita, com urgência, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Na mesma ocasião, a senhora assinalou que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.

Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, destacando o fato de que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, acadêmicas e econômicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a revolução industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico – anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático – e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74°C, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 5.000-6.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2-3°C superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiam até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas atingiram mais de 1°C acima das atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que as variações de temperaturas e níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza mais rápidas que as verificadas desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8°C em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos – equivalente a 4 m por século.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

2) A hipótese “antropogênica” é um desserviço à ciência:

A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da humanidade.

A história registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as ciências biológicas e agrícolas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma ciência “burguesa e antirrevolucionária”. O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do “lysenkoísmo”, que tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, geológicos, geomorfológicos, oceânicos e biológicos, que a ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico, ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947-1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2°C para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:

O alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas é extremamente prejudicial à atitude correta necessária frente a elas, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.

No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela ciência e pela tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente, na Ásia, África e América Latina.

No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fossem empregados na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, muitos dos quais sequer foram digitalizados.

4) A “descarbonização” da economia é desnecessária e economicamente deletéria:

Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da “descarbonização” da economia, ou “economia de baixo carbono”, se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar – ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a Austrália, sob grande rejeição popular, e a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive, no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:

Pela primeira vez na história, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.

A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.

Kenitiro Suguio
Geólogo, Doutor em Geologia Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Luiz Carlos Baldicero Molion
Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Fernando de Mello Gomide
Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)

José Bueno Conti
Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Autor do livro Clima e Meio Ambiente (Atual, 2011)

José Carlos Parente de Oliveira
Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Francisco Arthur Silva Vecchia
Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (USP)
Diretor do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA)

Ricardo Augusto Felicio
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)

Antonio Jaschke Machado
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

João Wagner Alencar Castro
Geólogo, Mestre em Sedimentologia e Doutor em Geomorfologia Professor Adjunto do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional / UFRJ  

Helena Polivanov
Geóloga, Mestra em Geologia de Engenharia e Doutora em Geologia de Engenharia e Ambiental
Professora Associada do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Gustavo Macedo de Mello Baptista
Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia
Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)
Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)

Paulo Cesar Soares Geólogo,
Doutor em Ciências e Livre-docente em Estratigrafia Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Gildo Magalhães dos Santos Filho
Engenheiro Eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia
Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)

Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco
Geólogo, Pesquisador em Geociências (B-Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências

Daniela de Souza Onça
Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia
Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Marcos José de Oliveira
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental e Climatologia Aplicada
Doutorando em Geociências Aplicadas na Universidade de Brasília (UnB)

Geraldo Luís Saraiva Lino
Geólogo, coeditor do sítio Alerta em Rede
Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)

Maria Angélica Barreto Ramos
Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Senior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Mestre em Geociências – Opção Geoquímica Ambiental e Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências

Publicado no blog “Terrorismo climático”, de Maurício Porto: http://terrorismoclimatico.blogspot.com.br/2012/05/0236-carta-aberta-presidente-dilma.html

"As cotas não são eternas, mas são necessárias"

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre - editor do Portal do Blog da Dilma
ENTREVISTA - Vereador João Mendes de Jesus
O prefeito Eduardo Paes sancionou, no dia 14 de maio, no Palácio da Cidade, o Projeto de Lei nº 1.081, de autoria do vereador João Mendes de Jesus (PRB), que trata de cotas para negros e índios em concurso público em âmbito municipal. O projeto agora é Lei e já está em vigor desde o dia de sua sanção.
Davis Sena Filho — O quê significa a aprovação das cotas para negros e índios no âmbito do município do Rio de Janeiro?
João Mendes de Jesus — Antes de tudo, a vitória dos sensatos e democratas, dos que querem uma cidade, um Estado e um País para todos cariocas, fluminenses e brasileiros, e não apenas restrito a uns poucos privilegiados, que controlam os meios de produção e integram a nossa elite econômica. Afinal, o Rio de Janeira é a cidade mais conhecida do Brasil, e tudo o que acontece de bom ou de ruim na cidade repercute em termos nacionais e internacionais.
DSF — Como surgiu a ideia de elaborar o projeto de lei nº 1.081 sancionado pelo prefeito Eduardo Paes?
JMJ — Por meio da história das políticas afirmativas no Brasil e no exterior inclusive em outras áreas de atividade humana, como as universidades e o próprio Governo do Estado do Rio, que também aprovou cotas para concursos no serviço público. O problema maior são alguns representantes das elites brasileiras, que através de seus porta-vozes na imprensa corporativa e em setores que militam no campo partidário de direita e do Direito se insurgem contra à luta pela igualdade de oportunidades entre as pessoas e ficam a fazer campanhas panfletárias, que distorcem a verdade e de fundo preconceituoso e intolerante. Contudo, a sólida democracia brasileira não permite que tais grupos ou pessoas tenham suas teses elitistas e sectárias vitoriosas apesar de eles terem toda liberdade para expressá-las.
DSF — Setores conservadores da sociedade afirmam que as cotas também são preconceito e privilegiam os negros e os índios?
JMJ — Quero deixar claro: as cotas não são eternas e não queremos que isto aconteça. O prazo de duração das cotas é de dez anos e pode ser renovado se for necessário. Porém, queremos tempo o suficiente para que possamos igualar as condições dos negros e índios no que concerne à igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades. Além disso, as cotas são destinadas a 20% daqueles grupos sociais que, historicamente, não tiveram, por parte do Estado, acesso às condições para terem uma vida de melhor qualidade. E, evidentemente, que os índios, que foram quase exterminados, e os negros, que vieram para o Brasil na condição de escravos, são os grupos étnicos que estão em desvantagem em relação aos brancos e à maioria dos imigrantes que vieram para o Brasil no fim do século 19 e início do século 20, como os japoneses, os poloneses, os italianos, os alemães, que, inclusive, receberam terras, o que, injustamente, não aconteceu com os negros, por exemplo, que tiveram de ocupar os morros, a periferia, enfim, as favelas. O meu projeto que virou lei é justo.
DSF — O vereador considera que as cotas resolvem tudo?
JMJ — Esta pergunta me dá a oportunidade de dizer aos que são contra que as cotas não resolvem tudo, mas ajudam no que diz respeito à cidade do Rio de Janeiro, que é internacional e por isso muito importante para o Brasil ainda mais quando um projeto de política afirmativa é aprovado, o que pode levar outras cidades a seguir os passos do Rio no que é relativo às cotas para negros e índios em concurso público em âmbito municipal. Estou muito feliz e agradecido aos vereadores, ao prefeito, ao Movimento Negro do Rio, que compreenderam o propósito social das cotas e aprovaram o meu projeto.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lula apresenta sua página no Facebook #lulanoface

Veta Dilma: Não a MP 549/2012 dos medicamentos

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), dr. Pedro Menegasso, faz um apelo público aos farmacêuticos para que enviem mensagens à Presidenta Dilma Rousseff e à ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Helena Hoffmann, bem como, se manifestem nas redes sociais, pedindo que a presidenta vete o dispositivo incluído na Medida Provisória 549/12 que libera a venda de medicamentos em supermercados, armazéns e até em lojas de conveniência em postos de gasolina. O prazo para a análise de MP termina essa semana. O CRF-SP solicita que as manifestações ocorram de forma educada.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Gurgel errou datas no inquérito contra Demóstenes

O Procurador-Geral da República (PGR), Roberto Gurgel, errou datas no requerimento para abrir o inquérito 3430 no Supremo Tribunal Federal, contra Demóstenes Torres.

Na exposição de fatos, ele cita diálogos de 2011 como se fossem de 2010.

Seria ato falho, daqueles que Freud explica? O desejo inconsciente de que houvesse investigações em curso durante o ano de 2010?

As explicações do Dr. Gurgel e de sua esposa Dra. Cláudia Sampaio para engavetarem a Operação Vegas em 2009, são no sentido de não atrapalhar outras investigações em curso. Porém não haviam outras investigações em curso.

Com o engavetamento em 2009, a organização criminosa continuou operando durante um ano, sem ser incomodada por nenhuma investigação federal.

Ainda que não houvessem elementos fundamentados no código penal para pedir inquérito contra parlamentares com foro privilegiado, o PGR deveria ter requisitado investigações complementares sobre os demais membros da organização criminosa sem foro privilegiado, o que não foi feito.

Com essa sequências de erros, receia-se que o trabalho do advogado de Demóstenes Torres para invalidar provas, acabe sendo facilitado.




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terça-feira, 15 de maio de 2012

Bons ventos sopram a favor da democracia

Jornalista Messias Pontes - messiaspontes@gmail.com
O Brasil vive momentos favoráveis à ampliação da democracia. Bons ventos sopram nessa direção e trazem consigo fatos alvissareiros, como a instalação da Comissão Nacional da Verdade, a quase seis meses depois da sanção da lei que a criou; igualmente sancionada há exatos seis meses, entra em vigor hoje a Lei de Acesso à Informação, que regulamenta o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas. Trata-se de um significativo avanço, já que o ex-presidente FHC – o Coisa Ruim – queria que os documentos confidenciais, reservados, secretos e ultrassecretos ficassem eternamente fora do alcance dos cidadãos.
A partir de hoje – e isto é um fato histórico dos mais relevantes – todo e qualquer cidadão poderá acessar informações públicas. Para tanto, precisamos vencer um grande desafio que é a digitalização de todos os documentos, bem como a universalização do acesso à Internet. Isto fará com que os mais longínquos rincões do País sejam beneficiados.

PiG, tremei ! Barão de Itararé cai na farra !

Festa de aniversário do Barão de Itararé em São Paulo
Fonte: Conversa Afiada: Na próxima sexta-feira (18), o Centro de Estudos Barão de Itararé fará uma merecida festa para comemorar os seus dois anos de aniversário. O jantar comemorativo será realizado no restaurante Villa Távola, no boêmio bairro do Bixiga. Como o Barão vive no vermelho, a festa custa R$ 80, com direito a comida e bebida à vontade e ao show de chorinho do grupo do jornalista Luis Nassif (de qualidade ainda por provar-se ! – PHA).
Fundado em 14 de maio de 2010, o Centro de Estudos Barão de Itararé reúne jornalistas, blogueiros, acadêmicos, ativistas da luta pela democratização da comunicação e lutadores dos movimentos sociais. Entre seus objetivos, decidiu participar da luta unitária pela democratização da comunicação, fortalecer as mídias alternativas e investir na formação de novos comunicadores.
No essencial, o Barão cumpriu os seus objetivos. A entidade priorizou a mobilização da blogosfera, ajudando a organizar três encontros nacionais e um mundial dos famosos “blogueiros sujos”; integra a executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); participa do comando da campanha “Banda Larga é um direito seu”; está engajada na campanha contra a privataria da TV Cultura; e tem agendados vários cursos, ciclos de debates e seminários.

Luizianne detona pesquisa do IBOPE

O Blog da Dilma alerta os eleitores de Fortaleza para as manipulações do IBOPE, que é ligado a Rede Globo, que no passado apoiou o Golpe Militar de 1964, manipulou o último debate entre Collor x Lula, em 1989. A Mídia Cearense, afiliada ao PIG Nacional, há mais de 7 anos vem fazendo campanha contra a Prefeita Luizianne Lins e o Partido dos Trabalhadores. Veja a reportagem do Jornal O Povo:
Em meio à nuvem de tensão que paira sobre PT e PSB em Fortaleza, a prefeita Luizianne Lins (PT) lançou suspeita contra a pesquisa de intenção de voto divulgada pelo PSB na última quarta-feira, na qual a gestão municipal aparece avaliada como ruim ou péssima por 48% dos entrevistados. Nitidamente irritada, ela reagiu aos números e apresentou uma sondagem publicada em janeiro deste ano, na qual o índice de reprovação da Prefeitura é calculado em 32%. Ambas as pesquisas foram feitas pelo Ibope.

Vídeo: Collor contra procurador-geral da República

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sacanagem: preso Rapper Emicida

O rapper Emicida anunciou em seu Twitter que foi preso em um show em Belo Horizonte, neste domingo (13). "Fui preso por desacato à autoridade, após o show em BH por causa da música Dedo na Ferida", escreveu. A informação foi confirmada pela assessoria da Polícia Militar de Minas Gerais
Ouça músicas grátis no Sonora
"Nesse momento o @emicida está na delegacia prestando esclarecimentos sobre a música Dedo na Ferida acompanhado de um advogado", informou o internauta DJ Roger, retuitado pela conta oficial do rapper. "Tá suave. Famoso chá de cadeia e arrogância. Nada diferente do que esperávamos", escreveu o irmão e empresário de Emicida, Evandro Fióti. Dedo na Ferida fala sobre a situação entre polícia e população nas periferias das cidades, como a Cracolândia, Pinheirinho, favela do Moinho. Fonte: Portal Terra.

sábado, 12 de maio de 2012

Comissão da Verdade: O Grupo Abril ainda não digeriu o êxito do GOVERNO LULA

Por DiAfonso [Terra Brasilis]

A eleição e a reeleição de Lula - além de ele ter feito a sucessora - provocam indigestão nas grandes corporações midiático-golpistas. Assim é que, volta e meia, qualquer fato é motivo para mencionar o ex-presidente. Essa menção quase sempre é matizada por fragmentos desabonadores, como se o ex-torneiro mecânico tivesse presidido com incompetência o Brasil [o crescimento econômico, os positivos indicadores de mobilidade social e os altos índices de aprovação de Lula estão aí para mostrar o quão inverídicas são as referências maledicentes de determinados setores da mídia tupiniquim].

A "má vontade" midiática com Lula pode se ver na matéria publicada por um dos "produtos" da Editora Abril. Aqui, refiro-me à revista Exame, especificamente.

Exame, a pretexto de revelar a "biografia" dos integrantes da Comissão da Verdade [ler matéria abaixo], resolveu incluir a figura de Lula na "apresentação biográfica" dos que comporão a Comissão.

Há de se perguntar: o que tem a ver Lula com o perfil dos escolhidos para a "missão de fechar algumas das cicatrizes do Brasil"? Nada. Absolutamente, nada. Os episódios que envolveram alguns componentes da Comissão da Verdade e Lula - de forma positiva ou negativa para o próprio - se deram em um momento da vida política nacional. Não dizem respeito aos objetivos da Comissão da Verdade ou à capacidade de discernimento dos integrantes da dita Comissão.

Isso, sim, deveria ser o norte da matéria em consonância com o seu título, haja vista não haver nenhuma relação entre investigar o que ocorreu no período sangrento da História do Brasil [com o apoio, velado ou explícito, desses órgãos de comunicação ao golpe de 1964] e as desavenças de A ou B com Lula ou com as críticas positivas de A ou B que são feitas a ele.

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A leviandade da publicação é tanta que só aponta um "desafeto" de Lula, além de omitir o real motivo que levou Maria Rita Kehl a ser demitida dO Estado de S. Paulo [leia aqui].

Vale notar ainda que a gratuidade na inclusão do nome de Lula - no universo temático tratado no texto - se confirma num simples detalhe: as tags [ou marcadores temáticos] da matéria não apontam para a palavra Lula. Lá, pode se ler: Ditadura, Governo Dilma, Justiça.

Assim são os nossos veículos de comunicação. Ainda vêm falar de liberdade de expressão e vociferar contra o marco regulatório da mídia.

Está mais que claro: a mídia brasileira é parcial e não cumpre o papel de informar como ocorre nas grandes democracias.

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Conheça de verdade os membros da Comissão da Verdade

Entre os membros da comissão, há quem defenda e quem ataque Lula e programas sociais petistas. Saiba quem terá a missão de fechar algumas das cicatrizes do Brasil

São Paulo - Cercada de polêmica desde o início, a Comissão de Verdade vai sair do papel. Os nomes das pessoas que deverão abrir para a história informações ainda obscuras foram divulgados ontem pela presidente Dilma Rousseff.

No momento, apenas um fato pode ser dado como certo, independente da qualidade dos trabalhos. “Os resultados da comissão já serão por si só polêmicos, por causa dos lados envolvidos”, acredita o cientista político e professor aposentado da Universidade de Brasília, Octaciano Nogueira.

Agora, é obrigação dos brasileiros prestar atenção nos sete nomes que carregarão a grande responsabilidade de garantir ao país a “verdade histórica”, como previa decreto assinado pelo ex-presidente Lula, em 2009. Conheça-os de verdade a seguir.

José Carlos Dias, advogado

Dono de escritório de advocacia no centro de São Paulo, José Carlos Dias não tem medo de polêmica. No ano 2000, foi exonerado do cargo de Ministro da Justiça pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso após ter criticado publicamente o então secretário Nacional Antidrogas, Walter Maierovitch, que teria revelado publicamente detalhes de uma operação da Polícia Federal. Passou menos de um ano na pasta.

Em 2010, participou do Manifesto em Defesa da Democracia, movimento de juristas de São Paulo contra o que consideravam desmandos do então presidente Lula na corrida pelo Planalto, em 2010. “As atitudes de Lula são de um fascista, do verdadeiro autoritarismo. É preciso defender a democracia a qualquer preço", declarou ao jornal O Estado de S. Paulo, à época. José Carlos Dias já foi também secretário da Justiça do Estado de São Paulo nos anos 80.

Maria Rita Kehl, psicanalista

Maria Rita Kehl defendeu o Bolsa-Família e provocou debates

Enquanto seu colega de Comissão critica com veemência o presidente Lula, Maria Rita segue na direção levemente contrária: quando era colunista do jornal O Estado de S. Paulo, em 2010, escreveu texto se posicionando a favor do Bolsa-Família e criticando a postura da elite do país, que estaria desqualificando os votos dos eleitores de Lula. “Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos", escreveu.

Atuante na área da imprensa – foi editora do jornal Movimento, que circulou durante o período Militar, além de atuar como jornalista em vários meios de Comunicação – se destacou mesmo em sua área de formação acadêmica - psicologia/psicanálise – na qual possui doutorado.

José Paulo Cavalcanti Filho, advogado

Mais um da Comissão que é advogado e ex-Ministro da Justiça. José Paulo Cavalcanti Filho esteve em Brasília entre 1985 e 1986, durante o governo de José Sarney. Sua característica mais forte é o apreço pela literatura, sendo também escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras.

É especialista na poesia e vida do poeta Fernando Pessoa, sendo autor do livro “Fernando Pessoa, uma quase autobiografia”, sobre o qual participou ativamente em feiras literárias. É consultor da Unesco e do Banco Mundial.

Paulo Sérgio Pinheiro, sociólogo

Paulo Sérgio Pinheiro não poupou crítica ao Supremo Tribunal Federal, quando a corte considerou constitucional a Lei da Anistia, em 2010

O trabalho do sociólogo e diplomata Paulo Sérgio Pinheiro é de repercussão: no ano passado, foi escolhido pela ONU para integrar a comissão que investigou violações de direitos humanos na Síria, tendo exercido a mesma função no também sangrento Mianmar. Sua especialidade são os direitos humanos.

Não poupou crítica ao Supremo Tribunal Federal, quando a corte considerou constitucional a Lei da Anistia, em 2010. “Pena que o clamor de justiça pela sociedade e pelos familiares dos desaparecidos, sequestrados, estuprados, torturados e assassinados pelos agentes da ditadura não tenha sido levado a sério”, disse, em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

Não é nenhum novato em crimes da ditadura. “Escritos indignados: polícia, prisões e política no Estado autoritário” é um de seus livros. Foi secretário de Estado de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso e hoje leciona na Universidade de São Paulo (USP).

Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República

Cláudio Fonteles foi membro do grupo Ação Popular junto com Honestino Guimarães, que se tornaria posteriormente símbolo da resistência à ditadura

Indicado pelo então presidente Lula, Cláudio Fonteles foi o homem mais poderoso do Ministério Público entre 2003 e 2005. Franciscano, deixa sempre uma impressão positiva com quem trabalha. “Ele é especial, conversa com a gente, dá bom dia”, disse o garçom da Procuradoria Cleuber Maciel, em entrevista à Istoé Gente, quando Cláudio assumiu o cargo.

Uma de suas ações mais lembradas no período foi levar ao STF um questionamento sobre a liberação da pesquisa com células tronco embrionárias no Brasil. Fonteles, católico, era contrário à medida.

Na década de 60, o futuro prociurador foi membro do grupo Ação Popular (AP) junto com o amigo Honestino Guimarães, que se tornaria posteriormente símbolo da resistência à ditadura. Fonteles é membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – e se destacou na luta pela demarcação de terras indígenas.

Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada

A advogada criminalista Rosa Maria Cardoso da Cunha já defendeu a presidente Dilma Rousseff. Especializada na defesa de crimes políticos, Rosa Maria foi a advogada de Dilma e de seu ex-marido, Carlos Franklin Paixão de Araújo, no processo que a ditadura abriu contra a presidente e outros integrantes da organização VAR-Palmares. A advogada já afirmou que chegou a ser perseguida por defender presos políticos. “Sabia que os processos eram copiados pelos órgãos de segurança", disse à Folha de São Paulo. Rosa Maria tem um escritório de advocacia no Rio de Janeiro e também atua como professora e escritora.

Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Cabe a Gilson Dipp julgar o habeas corpus de Carlos Cachoeira no STJ

Gilson Dipp é ministro do STJ desde 1998. No tribunal, ele acumula a presidência da comissão de juristas que elabora o anteprojeto de lei do novo Código Penal. Segundo o STJ, ele é uma “referência” no combate aos crimes de colarinho branco. 

Coube a Dipp julgar o habeas corpus de Carlos Cachoeira no STJ. Mas somente na próxima semana o posicionamento dele será conhecido, já que o ministro pretende levar o caso a julgamento no plenário do tribunal na terça-feira. 

Atualmente, Dipp também integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).