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AMIGO DA DILMA

sábado, 7 de novembro de 2009

Roberto Filho. Natal-RN disse...
"Um intelectual ficar assistindo um operário que tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que pudesse ganhar e não ganhou por incompetência é muito difícil", disse. "A universidade te dá conhecimento, aperfeiçoamento.
Inteligência é outra coisa."
Essa é pra lacrar de vez o túmulo do Farol de alexandria.
Dilma2010!!!

AMIGO DA DILMA

Pedro Bueno disse...Ações do documento Brasil ganha elogios em Londres - Estrangeiros destacam a estabilidade para investir . Autor(es): Sergio Lamucci, de Londres - Valor Econômico - 06/11/2009
O presidente Lula discursa durante seminário promovido pelo "Financial Times" e pelo "Valor", em Londres: recuperação da autoestima
O Brasil ganhou muitos elogios de executivos globais durante o seminário de Londres. As oportunidades que o país oferece foram a tônica dos discursos. O presidente do BG Group, Robert Wilson, informou que investirá US$ 20 bilhões no país na próxima década. "Quando penso nos riscos de investimento no Brasil consigo dormir à noite", afirmou. Segundo ele, as regras para o pré-sal não são uma boa notícia para a BG, mas o importante é que não houve mudança no que já estava definido. Emilio Botín, do Santander, disse que o Brasil tornou-se "o país do presente" e informou que o Santander já investiu US$ 28,8 bilhões no Brasil. Gérard Mestrallet, do GDF Suez, considerou que o Brasil tem se mostrado um "lugar confiável para investidores de longo prazo".
Bom, não mesmo? Os jornalões não foram lá?

Sérgio Guerra e suas concepções sobre "desvio de conduta"

Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Por DiAfonso
Em matéria publicada, no Jornal do Commercio (Recife) desta sexta-feira, pode-se ler que o senador Severino
Sérgio Estelita Guerra (PSDB-PE) repercute as críticas feitas ao governo LULA pelo ex-príncipe da sociologia tupiniquim, o Farol FHC (PSDB-SP):
“(O texto) é uma reflexão de como anda esse País e suas instituições num permanente desvio de conduta. Isso vai banalizando, enfraquecendo as instituições e apontando para um futuro ‘sindicalista autoritário’, que já tem quadro semelhante na América Latina.”
(JC, 06/11/2009, política, p. 3).
Como se sabe, o artigo em que FHC destilou seu inconformismo com o sucesso de LULA foi publicado no espaço PIG-Estadão, na véspera do dia de Finados. Tornou-se público que Fernando Henrique Cardoso transformou-se numa carpideira-mor desde que deixou a presidência da República. Quanto a Sérgio Guerra na condição de carpideira-coadjuvante é, no mínimo, sintomático. FHC chora de um lado, Sérgio Guerra emenda a choradeira de outro.

Mas a questão é que o senador do PSDB pernambucano (em 01 de fevereiro de 2011, ex-senador) não mediu as palavras ao expressar sua interpretação do que dissera, no artigo, o Doutor honoris causa de causa nenhuma, FHC. A dimensão que as palavras do senador Sérgio Guerra assumiram (“o País e as instituições” andam “num permanente desvio de conduta” e isso “vai banalizando, enfraquecendo as instituições”) toma ares de uma catapulta que o lança no epicentro de sua própria contradição. Basta considerar o episódio em que o Senado Federal pagara diárias à sua filhinha, a advogada Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra, quando esta o acompanhou aos EUA sob a alegação de que o senador precisava realizar exames delicados a fim de ter sua saúde restabelecida.

Afirmar, como afirmara o senador, que houve autorização da administração da Casa na liberação das diárias só confirma a visão unilateral do que é “autorizado como benesse” (esperteza?!?!) e o que deveria ter sido rejeitado com conduta ilibada a fim de resguardar o dever para com o povo que o elegeu (respeitam-se, aqui, os votos que recebera, ainda que não tenha sido o meu e nunca o será). Afinal de contas, a advogada Helena Guerra não foi eleita pelo povo para ter direitos que se julgam “autorizados”, porém ilegais. Ainda bem que o TCU tomou a decisão de exigir o ressarcimento das diárias.

Enfim, cabe perguntar à nobre Excelência:
Quem apresenta desvio de conduta, aqui, senador Sérgio Guerra?
Quem banaliza e enfraquece as Instituições, aqui, senador Sérgio Guerra?

Que história é esta de regime “sindicalista autoritário”, senador Sérgio Guerra? Acaso está tendo umas aulinhas com o ex-príncipe da sociologia tupiniquim, FHC?
Com a resposta o futuro ex-senador, carpideira-coadjuvante e hipócrita Severino Sérgio Estelita Guerra...
Para saber mais sobre Sérgio Guerra, clique AQUI.

Toda criança já sonhou em ser bombeiro, diz Lula

Blog do Planalto: Lula ganhou presentes dos bombeiros e policiais militares do Distrito Federal esta tarde no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, durante a cerimônia de sanção da lei que vai trazer benefícios para as corporações. Ele ficou na maior alegria quando recebeu um capacete do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Tratou logo de colocar o capacete na cabeça e pousar pra foto. “Duvido que tenha uma criança no mundo que já não tenha tido o sonho de ser bombeiro, duvido”, disse mais tarde no durante o discurso. Leia o artigo completo »

Lula responde para FHC e Caetano

O Presidente participou na noite desta sexta-feira,do 12º Congresso do PCdoB. Lula usou parte do tempo de sua fala para rebater as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)Lula disse: "Nós não temos a sapiência dos sociólogos. Essa semana fui chamado de analfabeto, de ditador, e nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano. Eu compreendo o ódio, o intelectual que está assistindo um operário que só tem o quarto ano primário - e não tenho vergonha de dizer - ganhar tudo o que ele imaginava que pudesse ganhar e não ganhou por incompetência é muito difícil. É muito engraçado, tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos de estudo que você tem, não tem nada mais burro que isso", - Tem muita gente que acha que inteligência está ligada à universidade. Isso é burro. A universidade não dá nada disso. A política é uma ciência que exige muito mais inteligência. De qualquer forma, a vida é assim. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura - disse Lula, que em seguida ironizou quem o chamou de analfabeto, disse o Presidente, fazendo referência também a Caetano Veloso, que o chamou de "analfabeto" em uma entrevista.
- Eu peguei duas manchetes de jornais hoje e não sei de qual jornal. Uma dizia: "Contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste" (da "Folha de S. Paulo"). Ou seja, é um pouco o que o Hitler dizia para os alemães pegarem os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam - afirmou Lula.

Um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação. Vamos terminar nosso governo com 14 novas universidades federais. Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. Sei que isso é intragável. O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar - disse Lula.

Depois de voltar a repetir que "rei morto, rei posto", Lula disse que como vai deixar o governo em breve para Dilma Rousseff, "depois então talvez eu, que só tenho o quarto ano primário, quem sabe eu possa fazer o Pro-Une agora".

No início de seu discurso para os milhares de militantes do PCdoB reunidos no congresso nacional, o presidente brincou com a ministra Dilma, ao seu lado.

- A Dilma está doida para ficar no meu lugar - brincou Lula, mas depois falou sério.

- Dilma é quem vai poder conseguir dar continuidade ao nosso projeto - .

Repercutiu

"Achei realmente deselegante, para dizer o mínimo, o fato de o cantor ter chamado o presidente Lula de analfabeto, coisa que ele não é", afirmou o escritor Ricardo Lísias.

Além de sair em defesa de Lula, Ricardo Lísias criticou Fernando Henrique Cardoso. "Não concordo que ter FHC e depois Lula é algo bom. Eu acho FHC uma figura ornamental, um sujeito que se orgulha de falar inglês e francês, de ter doutorado, de ser professor da USP e que simplesmente fez um governo que só favoreceu a classe economicamente dominante. Tenho extrema antipatia por essa oligarquia de doutorado, que acha que sabe falar, o pessoal fino de Higienópolis."

"O leão(Caetano) está banguela, rugindo lugares comuns", opinou o ator Pascoal da Conceição.

http://ptbotucatu.blogspot.com/2009/11/lula-responde-para-fhc-e-caetano.html

Por que Lula e o povo se entendem tão bem...

Por Andre Balocco

Foi apenas um trailer, mas o suficiente para que eu me emocionasse. Ali, na telona, diante de mim, estava a saga de um brasileiro. Nordestino, retirante, semi-analfabeto, com o pai alcoólatra, criado junto a uma multidão de irmãos pela mãe, que suava bicas para manter a dignidade da família. E aquele homem ali retratado foi, pouco a pouco, subindo na vida, desafiando o sistema e se impondo. Não, não estou falando dos milhões de Severinos que inundaram as cidades grandes com sua mão de obra barata e deram sustento ao milagre econômico da ditadura no 'Sul Maravilha', como Henfil bem denominou os 'paraíbas' e 'baianos' que por aqui aportaram. Estou falando de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Brasil.
É inegável que sua trajetória de vida - sem entrar no mérito da política - é extremamente representativa. Senão, vejamos a identificação deste homem com o povo brasileiro.
Seu pai aparece, no breve resumo de 'Lula, o filho do Brasil', como um alcoólatra que ignora a esposa e ameaça bater nos filhos. Qualquer semelhança com os jovens que abarrotam as senzalas modernas de hoje em dia (ou favelas, se preferirem) não é mera coincidência...
Sua mãe tem de criar os filhos sozinhos e, guerreira que é, os enfiou num pau de arara para, em São Paulo, lavar roupa e fazer trabalho de doméstica. Se identifica? Lembra daquela 'paraíba' que sequer sabia falar e que fazia aqueles pasteizinhos maravilhosos em sua casa...
Sua única chance de trabalho, já que sua escolaridade é baixa, reside em entrar numa das escolas que a indústria (ainda) mantém para formar mão de obra com um mínimo de especialização para manusear seus equipamentos...
No trabalho, sofre um acidente e tem de se aposentar por invalidade. Ainda não se identificou? Lembra-se daqueles homens que ficam deitados, estirados nas ruas pedindo dinheiro? Pois é...
Mas Lula não se acomodou com o destino medíocre. Contra tudo e contra todos, desafiou a Ditadura, pôs a cara a tapa, paralisou o ABC e fez os militares ruirem de podre. Sem pegar numa única arma!
Estou ansioso pela estreia deste filme. Cansei de ver a saga de herois norte-americanos, louros e brancos de olhos azuis, incapazes de gerirem a fome - seja ele de alimentos, de cultura, de vida.
Quero assistir a Lula, quero assitir a um brasileiro!
http://www.jblog.com.br/realidade.php?itemid=17091

O POVO COMPRA MAIS E MELHOR, GOVERNO LULA

Poder de compra maior diversifica gastos Com deflação em alimentos como arroz, feijão e carne, famílias desembolsam menos em itens básicos e variam consumo Trabalhadores com salário menor são os que mais transformam renda em consumo, pois poupam menos, diz especialista VERENA FORNETTI - DA REDAÇÃO - A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década. Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído. Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda. O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas. O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação. Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, afirma que os alimentos subiram menos que a inflação neste ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado. Como o reajuste do salário mínimo é calculado a partir do PIB e da inflação média na economia, a conta beneficia os mais pobres, que empregam uma parte da renda maior que a dos mais ricos nos gastos com alimentação. Com o poder de compra ampliado, essas famílias podem variar os itens consumidos. "O salário está maior, e o gasto, menor. As famílias podem, então, gastar com outras coisas, como materiais de construção para reformar a casa e vestuário", diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese. É o caso da dona de casa Lucinéia Macena da Silva Cruz, 39, que controla cada centavo que entra em casa e notou a diferença deste ano em relação a 2008. O marido de Lucinéia ganha pouco mais de um salário mínimo montando materiais de escritório em São Paulo. Moram com quatro filhos -só um trabalha, mas quase não ajuda nas compras da casa. Mesmo com o orçamento apertado, tem sobrado um pouco mais de dinheiro para incrementar o consumo da família. No mês passado, depois de quitar as contas e providenciar os produtos para a alimentação, Lucinéia comprou três blusinhas e uma saia. Em outubro, havia comprado um rádio, que parcelou em seis vezes. "O que eu uso mais em casa é arroz e feijão porque a nossa família é grande. Como estão mais em conta, às vezes eu compro um iogurte para as crianças, uma fruta ou uma bolachinha", diz ela, que mora em uma casa de dois quartos equipada com micro-ondas, máquina de lavar, tanquinho, fogão, geladeira, TV e um DVD queimado, a ser trocado assim que sobrar dinheiro no fim do mês. Efeito cascata - O diretor do Dieese destaca que as famílias que ganham menos são as que mais transformam renda em consumo, pois tendem a poupar menos. "Se o rendimento dessas famílias aumentar R$ 1, certamente elas vão gastar R$ 1 a mais. Esse é um mecanismo importante para dinamizar a economia." Lúcio ressalta que o salário mínimo tem efeito cascata, pois uma parte expressiva da população ocupada no Norte e no Nordeste recebe salários próximos ao valor mínimo. Benefícios sociais -como o valor base da aposentadoria -também estão atrelados ao piso salarial. "No fundo, o brasileiro está com mais dinheiro no bolso e isso proporciona tanto bem-estar a curto prazo quanto mantém a economia girando", diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas.

Em SP, Dilma diz que oposição é "patética"

Em evento do PC do B, Lula critica PSDB e diz que tática dos tucanos de treinar cabos eleitorais no Nordeste é "prática de Hitler". Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto fala abertamente sobre eleição pela primeira vez e diz que "a luta vai ser muito dura"
FERNANDO BARROS DE MELLO - DA REPORTAGEM LOCAL
Em um discurso no qual falou pela primeira vez abertamente sobre a eleição do ano que vem, a pré-candidata petista ao Planalto em 2010, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), chamou ontem a oposição de "patética" e "esdrúxula". Dilma participou do congresso do PC do B, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ela passou os 30 minutos de discurso fazendo comparações entre o atual governo e "eles", como chamou a oposição. Lula também adotou tom eleitoral. O presidente citou reportagem publicada ontem na Folha sobre treinamento de 4.500 "multiplicadores" que o PSDB quer treinar no Nordeste: "É prática de Hitler". Coube a Lula resumir a noite: "Preciso tomar cuidado com a Dilma, porque o discurso dela está muito longo para quem é pré-candidata. Disse ainda que ela é quem "poderá consagrar a continuidade do projeto".
Ao falar sobre a oposição, Dilma afirmou que "eles são patéticos" ao tentar dizer que o Bolsa Família é continuação de práticas como vale gás ou Bolsa Escola, programas do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso e que "continuamos a política econômica". A ministra afirmou que na eleição vai comparar as duas gestões. "Vamos comparar o país que eles não souberam construir com o país do PAC, do Minha Casa, Minha Vida e da exploração soberana." Dilma falou da importância de alianças com PMDB, PC do B, PDT e PSB-que chamou de PSDB e pediu desculpas "por falar uma coisa feia". Lula disse que a aliança que elegeu FHC em 1994, formada por partidos como o PMDB, foi a maior aliança "que a direita já fez".
Presente do encontro, o peemedebista Sérgio Cabral, governador do Rio, disse que o "PMDB vai estar com Dilma". Ao falar sobre ao artigo escrito pelo seu antecessor, que acusa o governo petista de "autoritarismo popular", Lula disse que muita gente acha que a "inteligência está ligada à universidade" e que "isso é burro". "Um intelectual ficar assistindo um operário que tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que pudesse ganhar e não ganhou por incompetência é muito difícil", disse. "A universidade te dá conhecimento, aperfeiçoamento. Inteligência é outra coisa."

AMIGO DA DILMA

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Seu Video Clipe!:
Olá Dilma, Meu nome é Diogo Alvino e queria dizer q tenho muito orgulho de ser brasileiro, apesar de ser filhos de italianos e ter morano em italia, meu regresso ao Brasil so me fez entender o quanto o Brasil é importante para mim, gostaria q a escolha q fiz ao ficar aqui no Brasil tenha sido uma boa opção, e quero acreditar que o Brasil sera um legitimo pais de primeiro mundo onde nos brasileiros tenhamos orgulho de sermos brasileiros. o pais do encontro das civilizações. beijos! (Comunidade do Blog da Dilma no orkut).

Lula elogia os bombeiros e defende reconhecimento profissional para eles

DIRETO DE CUIABÁ, MATO GROSSO!!!

SOCORRO!!! NÃO DEIXEM O DINHEIRO DO “PAC” IR EMBORAComo ex-vereadora, sanitarista, professora aposentada da UFMT e, sobretudo, cidadã Cuiabana e Mato-grossense, venho publicamente fazer um apelo aos políticos e empresários: que tenham amor e carinho com o povo cuiabano e várzea-grandense.
Cuiabá e Várzea Grande receberam um importante recurso do governo federal que, em 500 anos de Brasil, nunca ocorreu. Os gestores dos dois municípios, políticos e empresários, devem fazer o possível e o impossível para que esses recursos (574 milhões de reais) cumpram a sua missão de elevar a qualidade de vida de toda a população. Água tratada e rede de esgotos para todos significam a verdadeira promoção da saúde e prevenção da doença. É, indiscutivelmente, a melhor defesa da saúde. Salva muitas vidas!
O caos atual da Saúde Pública em Cuiabá e Várzea Grande deve-se a múltiplos fatores, entre eles, sem dúvida, o descaso com a água e o esgoto por muitos e muitos anos. Esta atitude redunda, efetivamente, em assassinatos. Os responsáveis por este descaso podem não ter consciência e intencionalidade, mas causam a morte de pessoas. Muitos hão de morrer pela ausência ou desvio de verbas que se destinam à vida. Desviar recursos desta área, assim como de qualquer outra, é crime. O governo Lula destinou tais recursos por amor e compromisso de vida com o povo despossuído, pois sua origem é das classes populares, por ter vivenciado o fato de não ter água tratada, rede de esgotos, além de ter enfrentando enchentes em seu próprio domicílio. Tomou essas medidas, com certeza, por ele mesmo ter experimentado a realidade do povo que, em busca de oportunidades e de um lugar ao sol, migrou para as grandes metrópoles brasileiras.
Mas o que ocorreu desde 2008 com o dinheiro que este governo destinou ao povo mato-grossense, em especial às cidades de Cuiabá e Várzea Grande? O que acontece é que eles hoje estão bloqueados pela Justiça Federal. Sob o comando do juiz Sebastião Julier, que tem travado uma incansável luta no combate ao crime organizado e à corrupção neste estado, a Justiça agiu. Interviu para que os recursos públicos destinados ao nosso povo chegassem a todos como é de direito, sem desvios e irresponsabilidades. Para garantir melhor qualidade de vida, oportunidades iguais, enfim um lugar ao sol para todos, em uma sociedade com justiça social e paz.
Somente com uma atuação institucional e com a nossa mobilização coletiva nos livraremos de tanta violência. O juiz deu um prazo de 15 dias para novas licitações sem vícios. O tempo está passando, as chuvas se avolumando e as obras, paradas, causando transtornos as nossas comunidades, passando uma sensação de desolação, descrença e impunidade. É uma clara sensação de que a luta pelo poder e a ganância estão acima do direito à vida, da paz e do bem comum. E mais, em 2008 o Ministério Público, sob a coordenação da promotora Ana Cristina Bardusco e Dra. Ivete Barbosa, realizou com muita determinação, uma luta para anular o primeiro processo de licitação do PAC com irregularidades. O fato culminante desta luta, em parceria com várias entidades da sociedade civil, foi a mobilização da comunidade cuiabana nas quatro regiões da cidade, com participação expressiva das comunidades, na defesa destes recursos e da vida. Participamos e acompanhamos de perto este belíssimo processo de cidadania em Cuiabá. Mas de nada adiantou, pois conforme publicaram o Jornal “Folha de São Paulo” de 22 de outubro último, e jornais locais, a Polícia Federal encaminhou à Justiça Federal a conclusão do inquérito sobre as supostas fraudes nessas licitações nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo vinte e duas pessoas foram indiciadas sob suspeita de envolvimento no esquema, alvo da Operação Pacenas, deflagrada em agosto pela Polícia Federal.
Senhoras e senhores, o que fazer a partir daqui? Conclamo a cada uma e a cada um que vive nesta cidade, e em nosso Mato Grosso, que demonstrem a sua indignação de alguma forma na sua rua, comunidade e associação de moradores. Escrevam para as instituições políticas, empresariais, comerciais, mostrando as injustiças, que alguns gestores, políticos e empresários estão fazendo com o nosso povo. Enfim, o povo cuiabano e várzea-grandense suplica, pede misericórdia, socorro aos gestores, políticos e empresários. Façam as licitações justas, façam as obras com qualidade que merecemos, para que todos os segmentos sociais saiam ganhando nesta luta pela defesa da VIDA.
Não deixem o dinheiro da água tratada, da rede de esgotos, da preservação do meio ambiente e da salvação da vida de nossos rios voltar para Brasília ou sair pelo ralo...
SOCORRO! SOCORRO! SOCORRO!
Professora Enelinda Scala - Mestre em Saúde Pública, Professora aposentada da UFMT - Ex-vereadora por Cuiabá - PT

PSDB NUNCA MAIS!

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ANALFABETISMO CAI MUITO NO GOVERNO LULA

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Lula reajusta em 68,4% salário da Polícia Militar do DF

Agencia Estado - BRASÍLIA - Diante de uma plateia de policiais militares e bombeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a lei que estabelece o novo plano de carreira para a Polícia Militar do Distrito Federal, que significará de imediato em um aumento de 68,4% nos salários dos profissionais.O policial militar (PM) de Brasília já tinha a melhor remuneração do país da categoria. Agora, na capital, o PM em início de carreira ganhará, líquido, R$ 4.000,00. Em Estados como Alagoas, Pernambuco, o salário inicial não chega a R$ 900,00. Depois de colocar um capacete de bombeiro do Distrito Federal e ser ovacionado diversas vezes por cerca de sete mil militares, Lula admitiu que o reajuste será um "risco" pois os policiais de outros Estados não terão o mesmo aumento. "Nós corremos um risco, viu, Arruda? Porque, a partir do que aconteceu em Brasília, vamos ter outros Estados querendo", disse o presidente ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
"Eu sei que muitos aqui já mandaram cartinhas, telegramas e telefonaram para os companheiros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para dizer: ''olha, aqui nós conseguimos pô, vamos em frente''", disse. Lula ressaltou que é "importante levar em conta o poder do cofre dos Estados". "Nem todo Estado pode dar a mesma condição de Brasília", completou. O que o presidente Lula não disse em seu discurso é que, diferentemente de outras unidades da Federação, quem paga os salários dos policiais militares de Brasília é o governo federal.
Lula disse que queria a "compreensão" da plateia para a questão da falta de reajuste nos Estados e sinalizou que uma mudança de salário em outras unidades só ocorrerá em outro governo. "Se o País continuar crescendo no próximo ano, em 2011 e 2012, a gente vai poder fazer uma concertação para que todos possam viver com dignidade e respeito", disse. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, estava presente, ela ajudou a elaborar o projeto, que virou lei, e que é sua candidata preferida para a disputa presidencial de 2010. Dilma, também bastante aplaudida pelos militares, ressaltou a importância do novo salário deles para suas famílias. Com o novo plano de carreira, no Distrito Federal, a carreira de policial militar e bombeiro passa a ser de nível superior. Quem já está na profissão terá incentivo para fazer a faculdade.

BYE, BYE, SERRA 2010

"Querem desmoralizar quem faz luta social nesse país" afirma Stédile

*Postado por Thiago Pires,do Blog Interesse Nacional

João Pedro Stédile Por João Pedro Stedile
"Querem desmoralizar quem faz luta social nesse país"


A conclusão - e diagnóstico da reforma agrária - é da maior liderança nacional do MST, economista João Pedro Stédile, ao analisar a campanha difamatória da mídia e da oposição contra o movimento e sua luta pela terra.

"Querem desmoralizar quem
faz luta social nesse país"

A conclusão é do ativista e economista João Pedro Stédile, um dos fundadores e uma das mais representativas vozes, hoje, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao analisar a campanha difamatória perpetrada pela mídia e oposição brasileiras que colocou o MST no centro das discussões nacionais, e conseguiu a instalação de uma CPI contra a organização.

Segundo Stédile, "o principal objetivo da CPI do MST é provar que o governo vai destinar dinheiro para o MST para fazer campanha para a (ministra) Dilma Rousseff", o que, na realidade, constitui-se na construção de mais um factóide pela mídia e oposição. A Comissão é também, na avaliação de Stédile, uma resposta dos setores retrógrados da sociedade brasileira à vitória dos movimentos do campo que, junto ao governo, conquistaram a alteração dos índices de produtividade utilizados pelo INCRA.

Quanto ao episódio da ocupação da fazenda do grupo Cutrale e a derrubada de laranjais, Stédile reconhece que houve erro, mas aponta a superexposição do episódio na mídia. Denuncia, inclusive, que a invasão da casa de funcionários e a quebra dos tratores por ocupantes da fazenda é uma mentira. De acordo com o relato de Stédile, as imagens exploradas pela mídia foram feitas muitos dias antes que começassem a ser apresentadas e que aqueles que as fizeram aguardaram o momento que julgaram mais oportuno para exibí-las e criar o sentimento que levou ao recolhimento e obtenção das assinaturas parlamentares para a CPI.

Membro da direção nacional do MST - e também da Via Campesina - Stédile faz um diagnóstico da situação agrária no país. Fala sobre a importância da agroindústria e critica a ausência de uma política clara e focada na agricultura familiar em detrimento do agronegócio. Este, segundo o economista, está hoje monopolizado nas mãos de 20 empresas, 70% delas, transnacionais. Nesta entrevista, o ativista também analisa a contexto americano após a vitória e posse de Barack Obama e o próximo ano eleitoral. Mais urgente do que declinar apoio a um candidato, observa, é a discussão de um projeto de desenvolvimento nacional que inclua, de vez, a reforma agrária na agenda.

[ Zé Dirceu ] Qual a avaliação que você faz da reforma agrária no governo Lula?
[ Stédile ] É difícil fazer esse balanço isolado do contexto maior da disputa na sociedade brasileira, hoje, entre dois modelos de produção agrícola, o agronegócio e a agricultura familiar.

O agronegócio, na nossa avaliação, é hoje uma aliança de classes entre os fazendeiros capitalistas, as empresas transnacionais e os bancos. Sua produção depende cada vez mais do crédito financeiro. Tanto é que para produzirem R$ 90 bi, eles tiram no Banco do Brasil, R$ 85. Se não tiver esse dinheiro, não produzem porque não têm capital próprio.

Por outro lado, há o modelo da agricultura familiar, diversificado e com base na mão de obra familiar, no uso intensivo da terra e voltado para o mercado interno. A reforma agrária só tem sentido se for para fortalecer esse segundo modelo. Na realidade, o que houve no governo Lula, foi um embate permanente entre esses dois modelos, com ministros dos dois lados. Por mais que se diga “é possível a convivência dos dois”, o governo precisava ter uma orientação política clara: “a minha prioridade é a agricultura familiar e o agronegócio que vá para o mercado."

Isso ele não fez. Deixou que as forças do capital agissem por conta própria na agricultura, o que construiu barreiras, porque o capital foi se fortalecendo com esse modelo do agronegócio. O resultado disso veio agora no Censo Agrícola do IBGE. Nos últimos dez anos - parte do governo Fernando Henrique e todo o governo Lula - houve uma incontestável concentração na propriedade da terra e no controle da produção agrícola.

A produção do agronegócio é
concentrada por 20 empresas

O MST utiliza um dado econômico revelador: o agronegócio conta com 300 mil fazendas com mais de 200 hectares e com 15 mil latifundiários que detém fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Esse é o conjunto do agronegócio que produz R$ 90 bi do PIB agrícola no país. Se você olhar para quem eles vendem, descobrirá que 20 empresas, hoje, controlam todo o comércio agrícola brasileiro, tanto o de insumos (para financiar a produção), quanto o de commodities. Dessas 20 empresas, 70% são transnacionais e o PIB delas – segundo dados do Valor Econômico - atinge R$ 112 bi a R$ 115 bi.

Claro que tem a margem de lucro. Mas podemos perceber o movimento do capital. Toda a produção do agronegócio é concentrada por 20 empresas que acumulam essa riqueza que vem da natureza. Nisso destaca-se, também, o movimento do capital que levou a uma maior oligopolização da agricultura. Há vários segmentos que se constituem em oligopólios, um nos fertilizantes, outro nos venenos agrícolas, outro nas máquinas, no comércio etc.

Por exemplo, nós somos os maiores produtores de soja mundial enquanto território, mas vai ver quem exporta. Quem controla a soja no Brasil, hoje? Cinco ou seis empresas a Bunge, a Monsanto, a Cargill, a Dreyfus e a ADM do Brasil. Elas ficam com a maior parte da margem de lucro. É por isso que nós até damos risada, porque a burguesia agrária - essa que se diz representante do agronegócio - não tem consciência de classe para si. Se tivesse, teria que se unir com os camponeses e os trabalhadores agrícolas, para juntos, enfrentarmos essa espoliação feita pelas transnacionais. Mas não, ela prefere se unir exatamente com as transnacionais e dar pau em nós e na reforma agrária. Esse é o contexto e o governo Lula, como é um governo de composição de classes e de uma correlação de forças muito equilibrada, é o reflexo dele.

[ Zé Dirceu ] Pensando em uma proposta de desenvolvimento nacional, qual o papel de cada setor no campo, considerando o agronegócio, a agricultura familiar e a reforma agrária, processos em andamento, nos próximos anos? Num governo que tivesse condições de fazer mais políticas...
[ Stédile ]
O grande desafio que temos nesse período histórico - nem é conjuntural – é que o Brasil precisa de um projeto que reorganize a economia para resolver o problema do povo brasileiro. Um projeto que, do ponto de vista político, recupere as massas como atores políticos. E a reforma agrária está emperrada justamente porque só fazer assentamentos nos moldes tradicionais do INCRA não tem futuro, porque está descolado de um projeto. A reforma agrária só tem futuro se for parte de um projeto de desenvolvimento econômico, social e político de todo o país.

Se fizermos a reforma agrária com a agricultura popular dentro desse projeto, precisaremos de uma nova concepção que parta de alguns princípios e vontade política. Por exemplo, (por esse projeto) nós vamos fixar o homem no interior, combater o êxodo rural. As cidades brasileiras não agüentam mais esse inchaço. Nós faremos um processo de distribuição de renda para que os trabalhadores tenham mais dinheiro e comprem mais produtos da indústria, ativem o mercado interno. Dentro desses parâmetros - parte de um projeto diferente e prioritário - qual seria o nosso papel enquanto agricultura familiar?

Primeiro: evidentemente que em algumas regiões do Brasil, você tem que priorizar o processo de distribuição de terras. Não precisa ser em todo o país. Nós temos terra para todos, mas em algumas regiões, é preciso uma intervenção do Estado, uma intervenção clara que combata o latifúndio e garanta uma democratização do acesso à terra. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, há terras férteis, todos os climas, mas precisamos da intervenção do Estado para fazer uma grande reestruturação fundiária. Na Zona da Mata no Nordeste, a mesma coisa. É um absurdo continuarmos com a cana de açúcar, há 500 anos espoliando aquele povo. Aquilo é semiescravidão. Portanto, é preciso regionalizar, o que aliás está em todos os processos de reforma agrária.

É preciso distribuir terras e
garantir a agroindústria

Segundo: é inviável distribuir terras sem combinar com a agroindústria. Ela é a única maneira de o camponês aumentar sua renda, porque se continuar produzindo apenas matéria-prima, ele não sairá da pobreza. Então tem que haver um grande programa que leve a agroindústria para o interior. Este sim é e deve ser um componente do projeto nacional.

Ao invés do BNDES dar dinheiro para grandes multinacionais como a Nestlé, Parmalat, por que não fazer um grande programa de pequenas agroindústrias? Não há problema de escala na agroindústria. Não é como uma fábrica de automóvel que exige 30 mil automóveis/dia. Pode ser uma usina de 5 a 30 mil litros, por exemplo. É para isso que precisamos dos milhões dados à Nestlé. Então, que se faça um programa para a agroindústria. E como ela é pequena, de pequeno agricultor, tem que ser sob a forma da cooperativa. Com isso, já elevaríamos o nível de consciência, porque quando o cidadão participa de uma cooperativa ele se transforma em outro cidadão. Participa de assembléia... E tem emprego para o jovem - porque o jovem, filho de camponês, não quer pegar na enxada. E ele tem razão, tem que estudar. Se houver uma política de agroindústria no interior, ele terá emprego como tratorista, analista, trabalhador de informática. Você leva profissões escolarizadas para o meio rural, ao invés de trazer a população do meio rural para as cidades.

Quarto componente do nosso projeto: a educação. Nós temos que democratizar a educação. O dado do censo agropecuário é uma porrada na nossa cara: 30% dos trabalhadores rurais brasileiros são analfabetos; 80% não terminou o ensino fundamental. Isso é inaceitável. A reforma agrária é inviável se junto você não entrar com a escola. É isso que vai libertar as pessoas, politizá-las e transformá-las em cidadãs. Qual é a política atual? Por exemplo, financiar peruas e vãs para tirar o jovens do interior e trazer para a cidade. Isso é uma loucura, uma agressão cultural, econômica e um desperdício de dinheiro. O menino fica duas horas para ir e mais duas para voltar.

Quinto aspecto: mudar a matriz tecnológica do campo. Ao invés de utilizar a matriz atual do agronegócio - já condenada porque baseada só em mecanização intensiva e agrotóxico que não tem futuro (eles mesmos dizem isso) – temos que mudar para uma matriz que consiga aumentar a produtividade do trabalho e também a física, dos hectares, sem agredir a natureza. Genericamente, nós utilizamos o conceito de agroecologia. As pessoas a concebem através de técnicas agrícolas para aumentar a produção do trabalho e física, sem agredir o meio ambiente.

A vantagem do Brasil é que nós temos já um suporte científico acumulado, nas universidades, inclusive, que nos dá base científica para fazer a agroecologia.

Recentemente visitei o sítio Catavento, uma área recomendada pela querida Ana Maria Primavesi, uma das grandes cientistas e agrônomas brasileiras a meia hora do aeroporto de Viracopos (Campinas-SP). Lá, 36 hectares produzem hortigranjeiros sem nenhum grama de agrotóxico. É uma maravilha. Todos os dias eles enchem um caminhãozinho com três toneladas de produtos. Portanto, está mais do que provado, nós temos conhecimento científico para esse tipo de produção.

Aproveito, inclusive, para fazer uma denúncia. Em relação aos produtos orgânicos, os supermercados já perceberam que classe média está cada vez mais consciente de que a saúde vem em primeiro lugar. Aí vem a colocação clássica: “produzir orgânico é muito caro”. Isso é mentira. Muito pelo contrário! Produzir orgânico é mais barato. O problema é que como as redes de supermercados estão monopolizadas e já sacaram que o produto orgânico é um nicho de alta renda, colocam a taxa de lucro lá em cima. Fui lá em julho e esse companheiro do sítio Catavento me mostrou: estava produzindo tomate em pleno inverno com uma estufa. Ele estava vendendo para o Pão de Açúcar a R$ 3,70 o quilo de tomate e a dona Maria estava comprando a R$ 17 o mesmo tomate em São Paulo. O supermercado sacou o nicho e colocou sua taxa de lucro lá em cima. Não é mais caro.

Nós podemos produzir em escala, já temos tecnologia. Um dos especialistas que diz isso é o prof. Luis Carlos Pinheiro, ex-presidente da EMBRAPA. Inclusive, ele está nos assessorado no Paraná para produzirmos em áreas 500 a mil hectares leite orgânico sem nenhum tratamento químico de medicamento para as vacas.

[ Zé Dirceu ] Nesse quadro que você descreve, como fazemos reforma agrária, na base da pressão e da luta, é completamente irracional. Assentar 300 pessoas aqui e mais 300, duzentos km lá na frente, é inviável. E quanto à assistência técnica, estrada, educação na zona rural, melhorou alguma coisa além do crédito para a agricultura familiar? Afinal, a questão da assistência técnica é fundamental na agroindústria.
[ Stédile ]
Há dois aspectos, o primeiro foi o desmonte que o Fernando Henrique fez. No caso da política agrícola foi mais sério, porque eles acabaram com todo o serviço público agrícola. Portanto, pegamos essa herança maldida. No caso da assistência técnica, o governo Lula ampliou os convênios para que ONGs e cooperativas dessem essa assistência. Resultado: o público atendido aumentou, mas o método continua um atraso.

Nós defendemos que só é possível universalizar e ter uma direção política para a assistência técnica se for estatal.

Só resolve com uma
assistência técnica pública

[ Zé Dirceu ] Um órgão nacional?
[ Stédile ]
Um órgão nacional, que faça convênios com as EMATERs (empresas estaduais agrícolas de assistência, tecnologia e extensão rural). Contrate os funcionários para esse serviço público pela CLT. Não precisa de concursos públicos, nem de estabilidade. Pode até colocar alguns condicionantes, por exemplo, o sujeito para ser agrônomo da assistência técnica tem que morar no interior, ou não pode morar em cidades com mais de 50 mil habitantes. Hoje, temos mais de 400 entidades conveniadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) voltadas à assistência técnica. Isso a direitona não vê, fica procurando apenas as que são do MST. Porém, isso não resolve o problema, apenas amplia o público. O problema só se resolve com uma assistência técnica pública.

No que houve melhorias? Na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) que voltou a ser uma empresa de abastecimento. A CONAB tinha sido sucateada completamente e sua recuperação é o melhor legado que a gestão Lula deixará, porque ela conseguiu formatar novos programas voltados exclusivamente para a agricultura familiar. Aí, nota-se a diferença. Quando você tem uma empresa pública que atua com uma orientação e quando não tem. Não é para todo mundo, mas para o pequeno agricultor. Então, a CONAB está desenvolvendo vários programas de compra, seja antecipada, seja direta do agricultor. Isso é tudo o que o camponês precisa para trabalhar, produzir e saber que tem gente que irá comprar.

O camponês é produtor, não é vendedor. Quanto tem que ir para o mercado está ferrado. Repito, uma empresa estatal com um sistema econômico montado dá certo. Aí tem que ampliar, botar dinheiro em cima, porque todo o dinheiro que você botar na CONAB vira alimento e vai impulsionar esse ciclo.

Combinado com a revigoração da CONAB, temos a lei dos 30% - ou seja, 30% da merenda escolar tem que ser de origem da agricultura familiar. Essas duas medidas, CONAB e os 30%, foram avanços muito grandes. Em terceiro lugar, sem dúvida, o programa Luz para Todos, e espero que até o fim do governo seja praticamente universalizado o acesso à energia elétrica.

Nós também apresentamos dois programas complementares à política agrícola que tiveram pouca ressonância. O primeiro foi o programa de habitação - muito difícil - em que procuramos misturar o INCRA com a Caixa Econômica Federal (CEF). Veja que nem há problemas de recursos. Com 15 mil nossos companheiros constroem casas de dar inveja à classe média urbana. Mas falta desenvolver uma metodologia. Nós precisamos construí-la nos próximos meses para universalizar. Começamos brigando, já no primeiro mandato (do presidente Lula), conseguimos avanços no segundo e acredito que teremos construído umas 40 mil casas. Mas, isso não é nada perto do que significa um programa como esses. A primeira coisa que uma pessoa quer é uma casa com luz elétrica. Isso fixa o homem no campo. Se eu sei que meu primo está pagando aluguel para morar numa favela na cidade, por que vou largar minha casa? Essa é uma condicionante também para os filhos e envolve uma série de questões, auto-estima, saúde etc.

O segundo, também apresentamos um grande programa de reflorestamento. É barato. Nós poderíamos fazer um programa de dois hectares por pequeno agricultor e você refloresta esse país, melhora a qualidade de vida, combate as mudanças climáticas, inclusive, caminhando na contramão do agronegócio que quer acabar com as reservas para desmatar ainda mais. (O reflorestamento) evita essa estupidez que fizeram em Santa Catarina, onde não aceitam mais os 20 metros em cada margem de rio.

[ Zé Dirceu ] Se 2 milhões de pequenos agricultores plantarem 2 hectares, serão 4 milhões hectares só aí.
[ Stédile ]
Por ano. Aí o cara começa a perceber a mudança da qualidade e diz: “os outros dois, mais outros dois, eu vou plantar”.

O ensino superior no meio
rural tem que ser diferenciado

[ Zé Dirceu ] João Pedro, em relação à educação, não teve nenhum programa novo, pedagogia nova para a educação rural e no campo nesses seis anos e meio (governo Lula)?
[ Stédile ]
Do ponto de vista de concepção, nós tivemos sorte. Os dois mandatos do governo Lula contaram com ministros que tem uma visão diferenciada. Do ponto de vista de filosofia da educação mudou. É outro papo. Estamos negociando com um governo que tem percepção, mas você não consegue universalizar as políticas para o meio rural.

Talvez agora com o novo padrão salarial dos professores, nós tenhamos uma mudança, que ainda não é perceptível. Há professores do Piauí que ganham R$ 75 reais/mês Então, a lei (piso nacional de R$ 950,00 para professor instituído pelo presidente Lula) dará um salto na qualificação dos professores. Também contamos com a metodologia em programas pontuais do Programa Nacional de Educação para Reforma Agrária (PRONERA), mas que não conseguiu universalizar.

Qual o grande contribuição do PRONERA? Ele tem uma metodologia, a da alternância - uma conquista nossa - para os jovens do meio rural, seja para filho de assentado, seja para o do pequeno agricultor que ainda não tem acesso, ou para professores do meio rural. Você tem que criar cursos superiores na forma de alternância porque o cidadão não pode entrar no vestibular comum e vir para a cidade todas as noites na escola. O ensino superior no meio rural tem que ser diferenciado.

Primeiro, porque o jovem terá de ir para a cidade todos os dias; segundo, os melhores cursos estão nos municípios acima de 300 mil habitantes; terceiro, se ele resolver todos esses impasses, ao terminar o curso, não volta mais.

Então, o que é a alternância? Você tem dois meses de férias, depois concentra um período com aula, daí volta a ter o trabalho normal como professor ou militante e daqui a três meses volta de novo. Com esse programa – conquistado ainda no final do governo FHC, sob muita crítica, porque diziam que era “picaretagem” – durante a gestão Lula, nós consolidamos uma experiência. Hoje, podemos provar que a alternância não altera a qualidade. Muito pelo contrário, ao concentrar o conhecimento em períodos, você pode trazer especialistas daquela área. A alternância consumou-se como um método.

Agora, o PRONERA hoje é um departamento com só três funcionários dentro do INCRA. Administra recursos alocados para universidades públicas e depende, evidentemente, da boa vontade da universidade. Nós temos que conquistar cada curso. Sem falar que se um promotor elitista entrar na justiça alegando que aquele curso é discricionário, dependendo do juiz federal que está no plantão, o cara dá uma laminar e o curso é suspendido.

Por exemplo, o único curso de direito que temos na universidade de Goiás Velho – feito com vestibular e inclusive com a presença do ministro Eros Grau, na inauguração, público e notório que se trata de uma universidade de qualidade, federal - os alunos fizeram vestibular, submeteram-se ao método da alternância e o promotor resolveu entrar na Justiça. Esse tipo de coisa gera um problemão! Você tem que recorrer, o INCRA tem que entrar. Então, qual é a nossa reivindicação? O PRONERA tem que ser um programa do MEC que consiga universalizar. Aí ninguém precisa ir lá convencer a universidade. Ela já deveria oferecer dentro do seu plano de trabalho, esses cursos na forma de alternância.

Isso nós estamos corrigindo. Quero também citar como um lado positivo, as três universidades que estamos criando agora uma com o MERCOSUL, a Fronteira Sul e a Universidade Federal do São Francisco em Petrolina (PE). A Fronteira Sul, se fosse pela nossa vontade, daríamos o nome de Universidade Federal Guarani, porque o território é o mesmo (das missões indígenas jesuíticas, no Rio Grande do Sul). Seria uma bela homenagem aos nossos antepassados que habitaram aquele território. E ela vai ser a primeira universidade federal com campus em três estados.

As três universidades têm uma vocação rural e estão mais em diálogo com os movimentos sociais. Nós, portanto, estamos insistindo para que na grade delas, em seus cursos, já se incorpore a experiência da alternância - na forma de freqüentar, no tipo de curso. Não pode ser engenheiro agrônomo apenas, mas tem que ser um engenheiro formado em agronomia agroecológica. Na área de educação o que precisaremos fazer é isso. E precisamos de uma campanha séria para erradicar o analfabetismo no meio rural.

[ Zé Dirceu ] A oposição conseguiu o número de assinaturas necessário para que fosse instalada a CPI do MST. Como vocês estão avaliando isso?
[ Stédile ]
Nós vemos de duas formas: primeiramente, ela está dentro do contexto maior da luta de classes no Brasil. Parte daquela parcela da direita parlamentar brasileira, encrustrada lá no parlamento, que vive querendo criar factóides para antecipar a disputa eleitoral. Como o próprio deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) revelou, o principal objetivo da CPI do MST é provar que o governo vai destinar dinheiro para o MST para fazer campanha para a (ministra) Dilma Rousseff. Isso é ridículo! Mas, ele falou isso na tribuna. Revela, então, as motivações ideológicas dele, ou seja, criar factóides para fazer uma disputa eleitoral e política besta.

Um segundo aspecto na análise dessa CPI, aqui mais da luta de classes, é que eles quiseram peitar o governo quando nós fizemos essa parceria na portaria para mudar os índices de produtividade. Estes precisam ser atualizados por força de lei. A lei agrária determina – a de 1993 – que os índices tinham que ser atualizados a cada dez anos. E os índices atuais que o INCRA usa são de 1975. Uma piada.

Então eles quiseram dar o troco. E contra o governo, não contra nós, para criar um constrangimento, um jogo de troca aí. Tudo contra a possibilidade de atualizar o índice de produtividade. Então se começa a CPI num palanque ideológico contra nós. Evidentemente, sempre que instalam uma CPI fazem o que querem. Todas as entidades que estão eles estão dizendo que tem problemas já foram investigadas pela CPI da s ONGs e tiveram sigilo quebrado. É como se diz no interior, eles estão vendo chifres em cabeça de mula. Mas, esse é o papel da direitona que quer proteger os seus privilégios.

[ Zé Dirceu ] Como vocês estão vendo a pesquisa da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) sobre assentamento rural?
[ Stédile ]
Isso não merece nem comentário. É uma fraude que não tem pé, nem cabeça. Não é nem uma amostra representativa. Entre oito mil assentamentos que há no país, eles (a CNA) escolheram só nove e ao seu bel prazer. Um deles, em Pernambuco, era da época da ditadura, emancipado em 1975.

A única explicação que me vem é que a CNA fez algum jogo de aliança política com o IBOPE, talvez pagando dívidas do serviço que o IBOPE fez na época da campanha da Katia Abreu (senadora do DEM do Tocantins). É a única explicação que nos ocorre para tamanho absurdo. A isso (à pesquisa) todos os pesquisadores sérios reagiram. Isso depõe contra o IBOPE. O que ficou claro é que ele perdeu sua credibilidade. Como ele pode ter se prestado a esse tipo de jogo rasteiro? Pior ainda, divulgaram a pesquisa deles uma semana depois do Censo Agropecuário que não é uma simples pesquisa – no censo, os pesquisadores do IBGE vão em todos os estabelecimentos agropecuários desse país.

A pesquisa da CNA, repito, não tem pé, nem cabeça. De 8 mil assentamentos, pegaram nove. Um total de mil famílias de nove assentamentos, num universo de 1 milhão de famílias em oito mil assentamentos.

[ Zé Dirceu ] Sobre o episódio em São Paulo, na fazenda do Grupo Cutrale, qual a avaliação que você está fazendo? A mídia conservadora o transformou em escândalo, durante quase uma semana, ou mais, isso ocupou os principais noticiários. Qual a sua avaliação, houve erros na ocupação da fazenda?

Depredação de trator e invasão
das casas não aconteceram

[ Stédile ] A CUTRALE que tem mais de 30 fazendas em São Paulo, somando mais de 50 mil hectares, está em dívida com a Justiça Federal. Aquela área foi comprada de um grilo e eles sabiam. Eles partiram para o risco de comprar uma área grilada, contando com as influências políticas que tem na República do Brasil. Como estão acostumados com o monopólio da laranja, encheram de laranja para consolidar que a área era produtiva etc. Mas toda aquela área onde houve a ocupação - nem é só da Cutrale - é o chamado grande grilo (terras griladas) do Monção. A origem desse grilo é de terras que a União comprou em 1910 - portanto houve dinheiro público na compra da área original – para um projeto de colonização para famílias japonesas que não deu certo. Então, as terras foram ficando e houve esse grilo. A ocupação feita agora pelos sem-terra tinha a vontade política, o objetivo de fazer essa denúncia. Nisso a ocupação foi eficaz.

Agora, o fato de terem derrubado laranjais foi um erro dos companheiros que estavam lá. Nós que estamos no meio da briga, entendemos o desespero das famílias que estão há cinco anos querendo ter a terra e sabem que essa terra é grilada. O INCRA mesmo disse: “essa terra é da União”. Então o cara, o sem-terra chega na fazenda e quer plantar feijão. Evidentemente, a direita soube explorar muito bem esse fato, a partir de um erro nosso.

Mais dia, menos dia, iriam pegar qualquer erro nosso e exponenciar ao máximo. É o caso das imagens (exibidas na mídia). Elas foram feitas no dia 28/09, eles pensaram "quando vamos usar?" E esperaram, dias e dias, para fazer essa superexposição. Aquilo não foi uma reportagem sobre a ocupação, apresentada no dia em que ela ocorreu. Fora o fato de aquilo ter sido filmado pelo serviço secreto da PM. Não foi nenhuma reportagem da Globo que estava lá.

Um segundo aspecto: todas as outras imagens de depredação de trator, invasão das casas dos funcionários são mentira. Aquilo é manipulação. Nós os desafiamos publicamente a constituirem uma comissão independente - e com o Ministério Público, se quiser - e a irem lá e fazer a perícia para descobrir desde quando esses tratores estão desmontados. Isso é muito fácil de verificar. Que a comissão pergunte para as famílias (de empregados do grupo Cutrale) se algum sem-terra entrou na casa deles.

Mas, houve o erro, evidentemente, e com esse erro, a burguesia da elite econômica, que tem o monopólio da comunicação, está explorando. E nós estamos pagando caro, porque com isso, criaram o sentimento que levou ao recolhimento e obtenção das assinaturas para a CPI.

[ Zé Dirceu ] O ex-ministro da Fazenda tucano, Luiz Carlos Bresser-Pereira e o ex-presidente da República, José Sarney, hoje presidente do Senado, apontaram tanto no caso da CPI, quanto na pesquisa dos assentamentos feita pelo IBOPE, por encomenda da CNA , a tentativa de criminalizar o MST. Qual a a avaliação que vocês fazem?
[ Stédile ] Esse tema da criminalização nós temos que entender direito como é usado. Não é uma coisa que houve, ou que há, numa época de ditadura. Nós já estávamos na democracia quando o latifúndio, para se proteger, iniciou um processo de assassinato e de violência física contra quem lutava pela reforma agrária. Esse período nós já passamos. A violência física diminuiu, até por conta da nossa forma de organização. A criminalização agora é muito mais no sentido ideológico e político. É com o objetivo de desmoralizar quem faz luta social. Esse é o sentido da criminalização do MST e dos demais movimentos sociais.

Daí porque a Rede Globo, o Estadão e a VEJA se transformaram no principal instrumento dessa fase de criminalização. Na fase anterior, eram as armas; agora, o método de tentar nos desmoralizar é através da imprensa. Nós temos tido o cuidado de não criar uma paranóia. Mas, o objetivo desses veículos e daqueles cujos interesses eles representam é muito mais no sentido de deslegitimar e desmoralizar quem faz a luta social. Independente de quem a fizer. Eles também fazem o mesmo quando tem ocupação de sem teto e outras coisas. A tentativa não é de criminalizar só o MST, é criminalizar todos os movimentos sociais.

[ Zé Dirceu ] É, agora, nas manifestações das favelas em São Paulo, nas dos bairros na periferia, contra a PM. Dizem que tudo é baderna. É a maneira de desqualificarem o caráter social e político da manifestação contra a violência da polícia e contra a falta de atuação do Estado. Os jornais só dizem que é baderna e que tem que ser reprimido. Para eles, está tudo certo (a repressão) e ainda registram “infelizmente morreu uma criança”.
[ Stédile ]
O que eles fizeram em relação a áreas em que há despejo, por exemplo, o naquela área em Embu.

[ Zé Dirceu ] Aquilo foi articulado para ter apoio dos meios de comunicação. É um exemplo da polícia para ser aplicado no país depois. Vão calcar no eleitorado de direita, conservador. Dizer que o bom é aquele exemplo do Serra em São Paulo.
[ Stédile ]
Da governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul também. A dona Yeda já começou (a governar, em 2007) sem base social. E como ela se posicionou? Transformou a Brigada Militar (PM gaúcha) em cão de guarda do capital. Chamou os setores do Ministério Publico fascistas, claramente afinados com sua proposta ideológica e, financiada por grandes grupos econômicos, tentou impor um governo ditadorial. Ela se desmoralizou porque ficou evidente. No governo dela ficou tudo tão centralizado, que ao ultrapassar o limite da corrupção, veio a público e ela não pode controlar. Controla a parte do ministério público estadual, mas não o federal que, inclusive, fez as denúncias (de improbidade administrativa e manipulação de concorrência e licitações) contra ela.

Acho, então, que tanto o artigo do Sarney quanto o do Bresser Pereira foram duas manifestações das mais lúcidas desse campo da elite intelectualizada brasileira, porque eles comentaram a razão dos fatos e não simplesmente a questão ideológica.

Apoio ou oposição é para partidos,
movimento social deve ser autônomo.

[ Zé Dirceu ] Qual a avaliação política que voce faz da atuação do MST nesse período do governo Lula? Houve fortalecimento? O movimento está mais ou menos forte, mais ou menos organizado, com mais ou menos bases e apoio da sociedade?
[ Stédile ]
Nos últimos anos o MST consolidou um acúmulo de forças própria. E foi correta a nossa política em relação ao governo Lula, de manter autonomia política para resguardar a saúde que deve ter um movimento social. Ou seja, nem caímos num adesismo de "agora, como elegemos o Lula..." – toda a base dos sem-terra votou no Lula – nem nos transformamos em puxa-sacos, ou chapas-branca como se diz. Ao mesmo tempo, não caímos no que certos setores da esquerda caíram de “ah, o governo Lula não conseguiu mudar a política econômica, então vamos para a oposição e tudo o que vier do governo Lula é ruim”. Alguns movimentos sociais fizeram essa inflexão. Foram para a oposição. O que nós dizemos é que o papel de apoio ou oposição é para partidos políticos. Movimento social tem que ser autônomo. Seja qual for o governo ou o Estado, temos que ter autonomia.

Nós pagamos caro por essa política. Amigos que queriam que fossemos adesistas, nos chamaram de esquerdistas. E os esquerdistas disseram “não, vocês são muito adesistas”. E difícil, mas nós estamos convencidos de que essa foi a política que, inclusive, nos salvou, porque senão, provavelmente, o movimento teria tido sérios problemas de crescimento. Essa foi a situação.

Agora, em relação à reforma agrária, penso que ela não depende mais do MST. No começo do governo Lula, havia aquela euforia. No início de 2003, em torno de 200 mil famílias foram para acampamentos, porque havia uma vontade política da nossa parte e achamos, "agora com o Lula", que haveria o reacenso da massa. E não houve.

Então, a reforma agrária não depende mais do MST, mas de uma nova correlação de forças na sociedade. Depende de um reacenso do movimento de massas porque a classe trabalhadora que vive no campo é minoritária. Nós não alteramos mais a correlação de forças. Ela só irá ser alterada se houver movimentação social na cidade.

Essa é a nossa tragédia. Nós somos um movimento com unidade, temos clareza política, sabemos onde queremos ir, mas não temos força própria suficiente para alterar a correlação. Temos que esperar que a turma da cidade também faça um movimento que reative o movimento de massas e que aí sim, altere a correlação de forças para pressionarmos a realização de uma reforma agrária mais rápida.

Assim, os avanços da reforma agrária não dependem nem do MST, nem só da luta social no campo. Dependem da luta social no Brasil inteiro.

[ Zé Dirceu ] Como vocês estão vendo a eleição de 2010, na medida em que apoiaram direta ou indiretamente a candidatura Lula, e levando em consideração as conseqüências para a América Latina, se o projeto político que o Lula representa for derrotado no Brasil?
[ Stédile ]
Não temos feito um debate mais eleitoral. Estamos tendo cuidado com isso. O nosso debate interno ainda é sobre a política geral, a luta de classes e a correlação de forças. Em termos gerais, te respondo pelo que é da tradição da nossa política: primeiro, manter nossa autonomia; segundo, continuar nosso trabalho político e ideológico de estimular – e é assim que nossa militância se comporta – o eleitor a sempre votar tanto em nível federal, quanto estadual, quanto municpal, nos candidatos mais progressistas e que defendem a reforma agrária; terceiro, há uma vontade e decisão política de barrar a volta do neoliberalismo.

Luta contra a restauração
do neoliberalismo

Estamos e somos contra os projetos de restauração do neoliberalismo. Sem dúvida, o MST estará nas primeiras trincheiras da batalha. Fazemos questão de ajudar a contribuir para que o neoliberalismo não se restaure aqui no Brasil.

Os jornalistas perguntam: “vocês são da Marina, da Dilma, do Ciro etc”, o que respondemos é que não nos cabe discutir nomes agora. O que temos que estimular na sociedade brasileira é a discussão de um projeto para que ao redor dele as pessoas votem com consciência.

Nós não caímos nos simplismo de vontades eleitorais, ou partidárias, ou por afinidades pessoais. Tem gente que diz: "pessoalmente a Dilma é muito parecida com o Ciro... " Isso não explica nada! Então, até para não cair nesse tipo de reducionismo, nós achamos que o debate político a ser feito daqui a até outubro do ano que vem tem que ser sobre a necessidade de um projeto para o país, para que as pessoas saibam o que está em jogo e que tipo de projeto nós temos que fazer avançar daqui para a frente. Esse é o debate que estamos fazendo entre nós.

Evidentemente, que no caso do Rio Grande do Sul, a batalha será mais dura, porque por todo o uso que fez da Brigada Militar e do ministério publico estadual, o projeto da Yeda (Crusius) foi não só o da restauração do neoliberalismo, mas dos fascistas. Depende de cada Estado, o maior ou menor engajamento da militância. E isso se dará, também, em função das candidaturas estaduais. Os governadores tem muito peso nas lutas sóciais do campo, já que quem nos reprime são as polícias estaduais.

[ Zé Dirceu ] Como o MST é um movimento com grande inserção internacional, inclusive pela Via Campesina, como vocês avaliam o cenário internacional após dez meses da eleição de Barack Obama e um pouco também sobre a América Latina e a relação com as eleições do ano que vem?
[ Stédile ]
Nós estamos muito preocupados. Estamos vindo de dez anos de avanços das forças progressistas, mas esse avanço registrado a partir de 1999 com a subida do presidente Hugo Chávez (Venezuela) até hoje, não veio acompanhado com o reacenso do movimento de massas. Talvez, na Bolívia aconteceu, mas nos demais países não. Isso criou uma dificuldade maior. Ao se dar conta de que as massas não vieram para o reacenso, para participar mais da atividade, evidentemente, o império está tentando reestaurar o seu projeto para a América Latina.

Os EUA tinham sido derrotados nesses dez anos. Foram derrotados na ALCA e agora tentam recompor esse projeto, que inclusive, independe da postura pessoal do Obama. O projeto do império é o do capital imperialista, do Estado belicista norte-americano. Há alguns dias, ouvi uma palestra na qual o orador dizia que toda a tentativa da economia norteamericana de sair da crise é aumentando a indústria bélica. Nem é pela saúde, nem por um Bolsa Família, eles poderiam criar uma bolsa família para os pobres norte-americanos e incentivar o mercado interno ou frear as importações da China. Não. A alternativa principal que o capital americano está tomando para sair da crise é o aumento da sua produção bélica e com isso, ter mais armas e munição.

Isso é um perigo, porque eles vão estimular conflitos até para reativar sua economia. Nesse cenário, nós vemos os EUA acelerando, mudando o passo. O caso de Honduras, por exemplo, todos sabemos que a base americana se envolveu, o embaixador se envolveu. No Panamá, idem. Essas bases da Colômbia (seis norte-americanas) são uma ofensa a todo o continente, um caso inadmissível.

Nessa questão concordamos com a avaliação do Chávez, de que é uma tentativa de transformar a Colômbia numa Israel na América do Sul. Sobretudo uma tentativa de levar a uma guerra fria entre a Colômbia e a Venezuela. É o pior dos mundos porque obriga a Venezuela a gastar dinheiro público em armamento, tanque e helicóptero ao invés de comprar casa e construir metrô.

Então, estimula-se uma guerra fria regional para barrar o processo venezuelano. Pelo que se vê pelo Chile e o Peru, trata-se de reativar as direitonas locais para tentar retomar o controle. Não se sabe até que ponto essa mesma direita americana vai insuflar nossas eleições. É possível que aqui no Brasil também. Com isso, o tom ideológico aumenta.


Rodovias Federais Brasileiras estão melhorando, mas as Maranhenses estão péssimas

DO BLOG DO ANSELMO RAPOSO
As condições de tráfego das rodovias federais brasileiras estão melhorando nos últimos anos. A pesquisa rodoviária de 2009 da Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada esta semana, mostra que 33,1% das rodovias pavimentadas da União foram avaliadas como ótimas ou boas. Comparado com os anos anteriores, os resultados de 2009 demonstram evolução da qualidade das rodovias. No mesmo estudo realizado em 2005, apenas 5,9% dos trechos pesquisados receberam classificação ótima ou boa, e em 2007, 25,8%.

A extensão de trechos classificados como ruim e péssimo também caiu de 22,1% em 2005 para 19,1% em 2009. Entre os anos de 2005 e 2007, a extensão considerada ruim e péssima aumentou para 27,3%, mas logo caiu de novo. Observe abaixo os gráficos da classificação geral das rodovias pavimentadas federais em 2005, 2007 e 2009.

O Deputado Flávio Dino, resaltou a preocupação com as estradas maranhense, em seu artigo no Jornal Pequeno, como sendo as piores do país.

Ao comentar os números da pesquisa, Flávio Dino lamentou que o Maranhão mais uma vez apareça com indicadores negativos. Ao mesmo tempo, reforça que a pesquisa da CNT é um bom parâmetro para que autoridades públicas federais e estaduais adotem medidas de modo a melhorar a malha rodoviária do Maranhão. Na opinião do parlamentar, não se pode falar em desenvolvimento sem investimentos na área de transportes.

Segundo a CNT, 20,3% das estradas federais que cortam o Maranhão estão ruins e 10,1% estão péssimas, o que coloca o Maranhão em 13ª posição no ranking das piores estradas brasileiras. A íntegra do artigo pode ser lida no site: www.flaviodino.com.br.

Aplicações na poupança ultrapassam R$ 300 bilhões pela 1ª vez

GOVERNO LULA
da Folha Online, em Brasília
Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques no mês de outubro, resultando em uma captação positiva de R$ 1,04 bilhão, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. É o sexto mês consecutivo em que o saldo entre os depósitos e os saques é positivo.
Com isso, o estoque de dinheiro aplicado nesse tipo de investimento chegou a R$ 302,45 bilhões, ultrapassando a barreira dos R$ 300 bilhões pela primeira vez na série historica que começa em janeiro de 1995.
O resultado de outubro ficou bem abaixo do saldo registrado em setembro, que foi de R$ 3,51 bilhões. O saldo no mês passado, porém, superou o de outubro de 2008, quando, no auge da crise financeira, a poupança registrou saldo negativo de R$ 284,1 milhões.
No mês passado, os depósitos somaram R$ 82,75 bilhões e os saques, R$ 81,71 bilhões. O mês teve 21 dias úteis.

11,7 milhões de brasileiros deixaram a faixa de menor renda da população, aqueles que ganham até R$ 188 mensais, e passaram para a faixa intermediária

Entre 2005 e 2008, 11,7 milhões de brasileiros deixaram a faixa de menor renda da população, aqueles que ganham até R$ 188 mensais, e passaram para a faixa intermediária ou mais alta. O dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. De 2005 para 2008, a faixa intermediária de rendimentos da população, aqueles que ganham acima de R$ 188 até R$ 465, ganhou 7 milhões de pessoas. Para a faixa mais alta, os que ganham acima de R$ 465, foram 11,5 milhões.

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200911051422_RED_78528772&idtel=

BRASIL CANSOU DE SER O PAÍS DO FUTURO, DIZ LULA

Luis Pinheiro - Direto de Londres - Especial para o Terra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou diante de uma platéia de potenciais investidores financeiros reunidos em uma conferência organizada pelos jornais Financial Times e Valor Econômico em Londres, que o Brasil vive um momento de altas expectativas. "O Brasil cansou de ser o país do futuro", afirmou Lula. Antes do presidente, os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, apresentaram um quadro propício ao crescimento econômico sustentável do País nos próximos anos. O presidente disse que o País vive uma revolução silenciosa."Tem uma revolução silenciosa no Brasil, que é a recuperação da autoestima coletiva de um país. Esse milagre da transformação, que ainda não foi medido corretamente por economistas e institutos, está ocorrendo no nosso país ".
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200911051542_RED_78529074&idtel=

PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA CRESCEU 0,8% EM SETEMBRO

A produção da indústria brasileira cresceu 0,8% em setembro deste ano em relação a agosto, com 12 dos 14 locais pesquisados registrando aumento. Sete regiões situaram-se acima do índice nacional: Espírito Santo (3,3%), Goiás (2,4%), Ceará (2,1%), região Nordeste (1,8%), Santa Catarina (1,7%), Minas Gerais (1,4%) e Amazonas (1,2%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Rio de Janeiro (0,7%), São Paulo (0,6%), Rio Grande do Sul (0,4%), Bahia (0,2%) e Pernambuco (0,1%) também registraram aumento, mas abaixo damédia nacional. A produção do Pará ficou estável, enquanto a do Paraná (-2,9%) registrou queda frente a agosto.Em relação a setembro do ano passado, a atividade industrial recuou 7,8%, com treze dos quatorze locais pesquisados apontando queda. A única região com aumento na produção foi Goiás (7,3%).
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200911061112_RED_78531129

GOVERNO LULA:Recorde de universidades

Com a sanção por parte de José Alencar, presidente da República em exercício, do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o governo Lula atingiu nesta quinta-feira (5) a marca de 12 universidades criadas – recorde histórico no Brasil. A marca anterior era do presidente Juscelino Kubstichek, com 10 universidades federais.

O novo campus será inaugurado na primeira semana de dezembro e abrigará 1,4 mil universitários. Segundo Alencar, quando assumiu o governo teve uma conversa com o presidente Lula na qual ressaltava o fato de não terem curso superior: “O presidente Lula sempre diz asim: isso vai ficar para a história porque os brasileiros elegeram dois políticos que não têm curso superior. Por isso, nos compete fazer algo especial pela educação”.

O ministro Fernando Hadad (Educação) refroçou o discurso de José Alencar ao informar que até dezembro de 2010, o governo Lula terá inaugurado mais duas universidades. Hadad explicou também que o governo federal vem agindo em outras áreas, como a construção de escolas técnicas e creches. “O compromisso com a educação foi trazido para a agenda nacional e o País vem vivendo com os novos marcos”, explicou. Hadad informou também que houve a desvinculação da DRU o que permite ao Ministério da Educação contar com aporte de R$ 10 bilhões no próximo ano. Além disso, o Ministério terá mais R$ 5 bilhões proveniente do Fundeb.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, destacou a luta das lideranças políticas da região oeste do Pará para a aprovação do projeto de lei que resultou na nova universidade. “É a primeira universidade no interior da região amazônica”, disse. A UFOPA atua numa área com 18 municípios e um milhão de habitantes.

Contra Lula, PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste

Agora vai. Agora senti firmeza na oposição. Não tem para nenhum candidato que não seja do PSDB. Agora a vitória é certa. O PSDB vai comprar 4.500 "multiplicadores" no Nordeste. Isso mesmo: vai comprar pessoas, elas vão receber para falar bem de Serra e Aécio, "multiplicar "os votos na eleição. Vão ter que saber na ponta da língua as biografias de Serra e Aécio. Vão formar um bando de tucanos com discurso e respostas prontas, que vão ficar repetindo como papagaios o mantra que lhes ensinarem no tal curso. Serra e Aécio são candidatos muito ruins, tão ruins que é necessário um bom treinamento para falarem bem deles. O PSDB não tem militância, muito menos militância disposta a se empenhar gratuitamente na defesa de seus candidatos. Mas isso tem explicação: defender o governo do PSDB é uma tarefa difícil. Difícil mas não impossível, dizem os marqueteiros: com uma grana aqui, outra acolá, um caminhão de mentiras... Difícil é convencer o povo de que eles têm que aceitar o PSDB de FHC no poder.
Jussara Seixas

Contra Lula, PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste
Curso, que custará R$ 450 mil, vai preparar 4.500 "multiplicadores" na região para 2010
Módulo político vai ensinar biografias de Serra e Aécio; tucanos admitem ideia de preparação de mão-de-obra a ser contratada nas eleições

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Numa tentativa de mitigar a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região, o PSDB dá início, na semana que vem, a uma série de cursos para formação de 4.500 "multiplicadores" no Nordeste. Com a previsão de gasto R$ 450 mil, o programa tem como meta o recrutamento e qualificação de mão-de-obra -voluntária ou contratada- para a campanha presidencial de 2010.
Sob a coordenação de um cientista político e um consultor de marketing, os futuros cabos eleitorais serão submetidos até a treinamento de técnica de abordagem e persuasão.
Promovido pelo Instituto Teotonio Vilela, o programa prevê a realização de 45 cursos no Nordeste. O custo previsto é de R$ 10 mil por workshop, incluindo o pagamento de professores. Seis professores deverão ser contratados para o programa, com uma remuneração de R$ 2.000 por aula.
Cada workshop consumirá um dia. Com uma carga de 10 a 12 horas, o curso será dividido em dois blocos: o político e o de marketing.
Responsável pela organização do bloco de marketing de relacionamento, o consultor Luiz Fernando Leitão explica que a intenção é aplicar as técnicas de mercado à política.
"Vamos adaptar o modelo de SRM (Gerenciamento de Relacionamento) ao voluntariado do PSDB", adiantou Leitão.
Ainda segundo Leitão, os multiplicadores receberão um "check list", um passo a passo para aproximação com eleitor, a exemplo do praticado entre empresa e clientes. Entre as dicas, é procurar o eleitor em seu aniversário.
O programa inclui aulas sobre marketing de rede, com exploração de ferramentas da internet e de banco de dados.
A cargo do cientista político e presidente do ITV (Instituto Teotonio Vilela) de Pernambuco, André Regis, o módulo político apresentará, além de fundamentos da social-democracia e realizações do PSDB, uma biografia dos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.
Pré-candidatos à Presidência da República, Serra e Aécio gravarão um depoimento para ser exibido aos alunos.
Inspirado na eleição do presidente americano, Barack Obama, Regis aposta na atração de voluntários no meio acadêmico, além dos filiados, simpatizantes e indicados pelos diretórios estaduais do PSDB.
Segundo o comando do PSDB, os alunos terão direito a café da manhã e almoço, mas não receberão ajuda de custo para o curso. Embora a cúpula do partido insista na expressão "voluntariado", tucanos admitem a ideia de preparação de mão-de-obra a ser contratada nas eleições de 2010.
O argumento é de que, ainda que contratados, os cabos eleitorais precisam ter afinidade com o PSDB.

Governo Lula quer dar poder de polícia às Forças Armadas

Estadão: As Forças Armadas deverão ganhar mais poder de polícia e proteção legal para realizar operações típicas de manutenção e garantia da lei e da ordem. Essas mudanças fazem parte da proposta de novo texto para a Lei Complementar 97 - a que o Estado teve acesso. Em operações de vigilância na fronteira e demais ações ordenadas pelos poderes constituídos, Exército, Marinha e Aeronáutica podem revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito. O projeto de lei - em fase final de formatação na Casa Civil, após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do parecer favorável do Ministério da Justiça e da Advocacia-Geral da União - fortalece de maneira explícita o cargo de ministro da Defesa. Ele passa a ter comando operacional sobre as três Forças, que ficam efetivamente subordinadas ao poder civil. Na prática, o texto acaba com a concentração de poder nos comandos.

País passa por milagre da transformação, diz Lula

Último Segundo: Tal qual os governos militares descreviam o crescimento econômico exuberante do Brasil nos anos 1970, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a palavra "milagre" para descrever o atual momento do País. Atração central de um seminário dedicado ao Brasil e realizado com a presença de investidores britânicos, ontem, em Londres, Lula afirmou que o Brasil passa por um "milagre da transformação" e vive um momento de "conquista da cidadania coletiva".
O tom ufanista mais uma vez fez parte do discurso presidencial, desta vez para o público presente no seminário FT Investing in Brazil, realizado pelos jornais Financial Times e Valor Econômico na capital inglesa. Pouco depois das 12h30 (10h30, no horário de Brasília), Lula foi chamado à tribuna e aplaudido de pé pela plateia. Durante 52 minutos, tentou convencer os britânicos da importância de investir no Brasil. "O que está acontecendo", disse, "é um milagre da transformação, que ainda não foi medido corretamente pelos institutos de investigação". "Nem nós, do governo, temos dimensão do que está acontecendo", disse Lula. "Cansamos de tantas promessas do século 20, e não queremos perder nenhuma oportunidade no século 21." Ao longo do discurso, Lula afirmou que a economia brasileira "está muito saudável", que o crédito voltou, os investimentos "voltaram a crescer de forma vigorosa" e em todas as áreas "respira-se um clima de otimismo e de confiança".

PARE E PENSE

"Combate o bom combate da fé." 1 Timóteo 6.12
O bom combate da fé só é compreendido corretamente e exercitado por poucos. A grande maioria dos crentes combate, mas não corretamente. Paulo especifica: "Igualmente o atleta não é coroado, se não lutar segundo as normas." O fato de lutarmos não é o mais importante, mas que lutemos corretamente! Combater corretamente significa combater tendo um alvo em mente, tentando alcançar um objetivo. Contudo, para podermos combater o bom combate de maneira efetiva precisamos primeiro conhecer nosso inimigo ou nossos inimigos. Precisamos estar conscientes de que os verdadeiros inimigos não são pessoas de carne e sangue, como nos diz Efésios 6.12: "...porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." Por isso considerar pessoas como nossos verdadeiros inimigos é uma atitude infantil, pois as forças motrizes da mentira humana, da deslealdade e do ódio sempre têm os poderes das trevas por trás. Mas o Senhor Jesus venceu e tirou o poder do inimigo do homem na cruz do Calvário. Sua vitória é a nossa vitória! Por isso, o bom combate da fé consiste em não lutarmos mais por nós mesmos, mas partindo da vitória conquistada por Jesus!

Caetano Veloso: um "intelectual" que desconhece uma ciência chamada linguística e um princípio chamado respeito às variações de linguagem

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Caetano Veloso (O homem, não o compositor-poeta) é um intelectualóide preconceituoso

Por DiAfonso
É com muito pesar que me esqueço da alma caetaneana. Uma alma que pariu belas e inimagináveis imagens. Uma alma que, parece-me, ainda é intocável e irretocável de uma maneira geral pelo que produziu e, certamente, pelo que ainda haverá de produzir. Detenho-me, aqui, no senhor Caetano Viana Teles Veloso, filho de Dona Canô, uma mulher que ensinou aos filhos o respeito ao outros.
Detenho-me, aqui, no senhor Caetano Viana Teles Veloso que, já há algum tempo, vem dando mostras de que nasceu para narciso e como narciso, embelezado por sua inquestionável beleza inquestionável, sucumbirá doido de amor por si mesmo.
Detenho-me, aqui, no senhor Caetano Viana Teles Veloso que se porta como arauto de um preconceito linguístico que a ciência linguística está tratando de dissipar. Ao chamar o presidente LULA de "analfabeto"*, expressou aquilo que ele sempre trouxe dentro de si: eu sou CAETANO VELOSO, o Imortal, o BELO... AQUELE de uma inteligência ímpar a quem todos devem adorar... Lamentável... Decepcionante, sobretudo, porque há intelectuais de verdade que dizem o contrário, não só de LULA, mas de todo falante que se expresse por meio daquilo que o faz vivo enquanto comunicante: a variedade linguística.
Detenho-me, aqui, no senhor Caetano Viana Teles Veloso para apresentar-lhe o linguista SÍRIO POSSENTI. Linguista cujo sólido saber revela aquilo que o Senhor Caetano Viana Teles não consegue enxegar, pois só tem olhos para a beleza que apodrece dentro de si. Com a palavra o professor SÍRIO POSSENTI:
Candidatos a gramáticos? Políticos e jornalistas
Sírio Possenti - De Campinas (SP). Por causa do carnaval, de um congresso, de um pouco de preguiça, mas também porque certas coisas não devem ser esquecidas, republico um texto antigo, de meados da década de 90 do século passado. É que, de vez em quando, esse papo de que Lula fala errado volta à cena, ora nos blogs de comentaristas políticos, ora em insinuações de FHC, como ocorreu recentemente. Segue o texto:
Vêm aí as eleições presidenciais. Pessoalmente, não vejo problema em suportar o horário político na TV. Pior será aguentar de novo alguns sabidões dizendo - com pose de quem sabe do que está falando - que não se pode votar em determinado candidato porque tem pouca escolaridade ou, pior, pelo fato de que não sabe nem falar. Há alguns dias, até o Enéas, aquele da fala rápida e ideias fascistas, disse que acha que há um candidato, que a imprensa elogia muito, que não sabe expressar-se adequadamente, falando ou por escrito. Aliás, ele pensa que é um modelo de sabedoria linguística, quando qualquer estudioso de linguagem identificaria nele um indivíduo que tenta, através de um estilo antiquado (o último exemplar desse comportamento foi Jânio, mas certamente com outros propósitos e com competência infinitamente maior), esconder uma origem da qual se envergonha. É um exemplo ambulante de hipercorreção, ou seja, de inadequação linguística. No debate promovido pela TV Manchete, apenas para dar um exemplo, em três falas disse três vezes a palavra "primacial". Deve ter consultado um dicionário de sinônimos antes do debate.

Certamente, o discurso dos candidatos é um dos sintomas pelos quais podemos julgá-los. Mas também para isso também se exigem critérios. No mínimo, critérios tão claros quanto os utilizados para julgá-los em qualquer outro campo. E Enéas não é o único a emitir juízos superficiais ou equivocados sobre linguagem. É raro, mesmo entre os intelectuais, que haja domínio dos instrumentos necessários para avaliar certos aspectos da linguagem dos candidatos, sem preconceitos (pró ou contra).

Mesmo jornalistas, que vivem da linguagem e se revelam curiosos em relação a numerosos outros campos, utilizam-se às vezes de critérios de avaliação linguística muito primários. Vou dar um exemplo, com dados antigos, mas que, certamente, continua válido (inclusive porque dados do mesmo tipo continuam ocorrendo; aliás, com mais de um candidato, embora só se anotem os fatos quando ocorrem com um deles).

O jornal Folha de S. Paulo de 3 de agosto de 1990, na página 8 do caderno A, sob o título PALANQUE, abaixo da fotografia de Luiz Inácio Lula da Silva, publicou uma citação e um comentário. A citação é parte da fala de Lula no programa eleitoral do candidato de seu partido ao governo do Estado de São Paulo, fala levada ao ar na véspera. O comentário é anônimo, e talvez possa ser atribuído a Nelson de Sá, que assina a reportagem na qual PALANQUE é uma espécie de Box. A citação é: "É importante que a gente saiba que as eleições é muito importante, porque as eleições pode fazer com que a gente possa escolher pessoas que tenham compromisso com a maioria do povo brasileiro".

O comentário é: "Lula caprichou na sua volta à TV. Livre da obrigação de ser eleito, sentiu-se livre também de respeitar a língua portuguesa. Inaugurou - com todo o conhecido estilo - a temporada de atentados à regência verbal".

O que a Folha fez em agosto de 1990, os jornais fizeram quase diariamente no ano anterior, durante a campanha presidencial. Além de discutirem as propostas dos candidatos, ora com maior, ora com menor profundidade e discernimento, opinavam às vezes sobre a própria forma da linguagem, a gramática dos candidatos. E surpreenderam neles alguns dos chamados erros de português. Coisas de pouca importância, tratadas com observações quase amadoras, como as referentes às orações relativas do candidato ruralista Caiado, que nelas denunciava sua identidade rural.

A imprensa foi quase incapaz de perceber as numerosas construções em tópico-comentário da maioria dos candidatos, provavelmente porque elas já fazem parte da própria gramática dos jornalistas, apesar de estas construções terem estrutura semelhante, quando não igual, aos combatidos anacolutos, o que confirma a ideia de que a mesma construção linguística é avaliada de maneira diferente, segundo seu usuário. A ideia pode ser resumida assim: figura de linguagem de aluno - ou "ignorante" em geral - é vício, e vício de linguagem de gente fina é figura. Se a imprensa noticiou "erros" de todos os candidatos, e se divertiu com isso, foi em relação ao candidato Lula que ela ficou mais atenta, e a expressão "menas maracutaia" foi citada com alta frequência, como se fosse a característica mais relevante de seu discurso. Mas, vejamos um pouco mais de perto a fala de Lula, em agosto de 1990: qualquer mestre-escola cuidadoso e sem preconceitos perceberia em seu texto duas construções não padrões (qualificadas normalmente de erradas): as eleições é e as eleições pode. Lembro que estava vendo o programa e que ouvi a primeira destas formas - não tenho certeza de ter ouvido a segunda (mas não seria de espantar que um ouvido atento, predisposto, ouvisse demais ou de menos) - e imaginei que Lula não seria perdoado por tê-la usado.

O comentarista do jornal destaca estas formas, que denunciam claramente a origem social do referido político: ele é um operário que não frequentou a escola por muito tempo, e o uso de tais construções denuncia claramente pessoas pouco escolarizadas. Qualquer investigação sobre o português do Brasil mostrará que a ausência de concordância verbal é uma das características mais evidentes da fala não culta ou mesmo informal.

A falta de instrução escolar que este tipo de linguagem denuncia é grave num candidato? Depende muito do que se espera do candidato. Durante a campanha presidencial de 88, houve quem achasse que Collor era um candidato melhor porque pelo menos não envergonharia o Brasil nos banquetes oficiais, por ser polido e poliglota. Queremos presidentes ou chefes de cerimonial, bons em etiqueta?

Consideremos, porém, outros aspectos da fala de Lula: observe-se a ocorrência de com que a gente possa e pessoas que tenham. Lula usa variavelmente a regra de concordância. Isto é, não é verdade, como se poderia pensar, que ele nunca aplica tal regra. Além disso, usa até mesmo o subjuntivo, forma em desaparecimento na fala de muitas pessoas - a denunciar talvez uma tendência de nossa língua - e evidente marca de formalidade, ou, se se quiser, da fala de pessoas instruídas. Quem consultar algum manual de sociolinguística verá que Lula se comporta como qualquer dos falantes investigados em vários países: quando há uma regra variável (isto é, que ora produz uma certa marca, como a concordância, ora não), ele a aplica variavelmente (isto é, ora faz a concordância, ora não). O que esta fala denuncia em Lula é sua identidade social. Assim como a fala de Jânio denunciava mais que qualquer outra coisa seu arcaísmo (como é certamente o caso de Enéas, agora), assim se reconhece na fala de Lula sua origem de classe ou sua classe de origem.

Agora, analisemos o comentário do jornalista: primeiro, revela total desconhecimento de critérios pelos quais poderia entender o que ocorre na fala de Lula e o que isso significa efetivamente. Faltam critérios mínimos de análise de linguagem. Além disso, mesmo pelos sofríveis critérios que adota, o jornalista comete um erro grosseiro em seu comentário. Em sua análise é que ocorre efetivamente um erro, pelo critério que o próprio jornalista invoca e supostamente conhece e considera implicitamente que qualquer pessoa "competente" deveria conhecer.

Ele diz que Lula "inaugurou ... a temporada de atentados à regência verbal". Nenhum jornalista, que estuda um número razoável de anos na escola, bem mais do que Lula estudou, tendo numerosas pessoas e livros à disposição para consultar, mesmo na redação do jornal em que trabalha, e tendo à disposição o tempo que a escrita permite (mesmo ao jornalista), ao contrário do improviso da oralidade, como foi o caso de Lula, poderia cometer o engano que este comete: confundir regência com concordância. Na fala de Lula, seu estilo denota sua origem, na escrita do jornalista, seu erro denota, agora sim, uma certa incompetência.

Certamente, trata-se de falta de competência numa questão irrelevante, tão irrelevante que ele pode ser jornalista, talvez excelente, sem conhecê-lo, mas trata-se de efetiva ignorância. O que torna o fato grave não é a ignorância gramatical do jornalista, mas o fato de que foi uma tentativa de utilizar um conhecimento que é distribuído por critérios de classe como arma contra aquilo que o jornalista pretendeu que fosse a prova cabal da ignorância de Lula.

Mas o erro maior não foi confundir concordância com regência. Erro maior foi o jornalista escrever que Lula se sentiu livre de respeitar a língua portuguesa - uma forma de dizer que ele não segue regras do português em sua fala: se fala errado não fala português, se não fala português não fala língua nenhuma, então não fala, não sabe falar. Ora, isso é bem mais grave do que dizer de alguém que fala uma variedade inculta, ou popular, ou regional de uma língua qualquer. Não é preciso ser lingüista ou cientista para saber que falas diferentes são dialetos, e não fala nenhuma.

Fazer uma análise lingüística com critérios ruins equivale a fazer jornalismo com release, isto é, péssimo jornalismo. Por que se procuram fontes diversas para avaliar opiniões políticas, econômicas, morais, e não se buscam critérios diversos para analisar fatos de linguagem? (Terra Magazine)

* Acho que o senhor Caetano Viana Teles Veloso teria gostado de ter plantado, na mídia, o termo "apedeuta" para o presidente eleito e re-eleito pela vontade popular e não pelo desejo de intelectualóides da estirpe desse senhor de Santo Amaro da Purificação-BA. Como não conseguiu, arrebenta-se em sua eterna dor narcísica. Do blog Terra Brasilis

Lula:Prêmio internacional é 'homenagem ao povo brasileiro'

Da BBC Brasil em Londres



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, ao receber um prêmio internacional nesta quinta-feira em Londres como "o estadista que fez mais pelas relações internacionais no último ano", que a premiação "é uma homenagem ao povo brasileiro" e não apenas uma "distinção pessoal".

"Foi esse povo o principal protagonista da grande transformação pela qual o Brasil está passando nos últimos anos. Transformação que deu a meu país a visibilidade internacional de que hoje desfrutamos", afirmou Lula após um jantar de gala na cerimônia de premiação.

O prêmio anual foi concedido pela prestigiosa instituição Chatham House (Instituto Real de Assuntos Internacionais), para a qual o presidente brasileiro é "um dos principais facilitadores da estabilidade e da integração na América Latina".

Lula concorreu ao prêmio ao lado do ministro saudita de Relações Exteriores, príncipe Saud Al-Faisal bin Abdulaziz al-Saud, e da presidente da Libéria, Elle Johsnson-Sirleaf.

Integração

Nos anos anteriores, o prêmio foi concedido ao presidente de Gana, John Kufuor, em 2008, a Sheikha Mozah, uma das três primeiras-damas do Catar, em 2007, e ao ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano, em 2006.

No discurso após a premiação, Lula disse querer contribuir para a construção de "um mundo mais justo e mais solidário" e afirmou que o Brasil deve associar seu desenvolvimento ao da América do Sul.

"É ilusão imaginar que podemos ser uma ilha de bem-estar em meio a um mar de expectativas frustradas", justificou.

Segundo Lula, o Brasil está realizando "um processo de integração solidária do continente, sem pretensões hegemônicas, sem busca de liderança, perseguindo, sobretudo, a redução das assimetrias que ainda separam os países da região".

Novos mecanismos

A cerimônia da entrega do prêmio Chatham House 2009 a Lula foi o último compromisso dos dois dias de visita do presidente brasileiro a Londres.

Pela manhã, ele participou, ao lado dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, e dos presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do BNDES, Luciano Coutinho, do seminário "Investindo no Brasil", organizado pelo jornal Financial Times, para falar sobre oportunidades de investimento no país.

No discurso após a entrega do prêmio, ele voltou a defender, como havia feito pela manhã no seminário, uma reforma ampla dos organismos multilaterais para aumentar a participação dos países em desenvolvimento.

"As instituições multilaterais surgidas no final da Segunda Guerra Mundial envelheceram. Não estão mais adequadas à nova geografia econômica e política mundial deste princípio deste século", afirmou Lula.

Segundo ele, organismos como o FMI e o Banco Mundial, enquanto exerciam um rigor nas recomendações aos países em desenvolvimento, foram complacentes com os países ricos, mesmo diante da “tragédia anunciada” da crise econômica global.

"O G20 possivelmente impediu que o pior ocorresse, mas há muito o que fazer. Os pequenos sinais de melhoria da economia podem impedir a realização de reformas de fundo, sem as quais a humanidade poderá reincindir – de forma mais grave – na crise", disse Lula.

Segundo ele, "são necessários efetivos mecanismos de regulação, fim dos paraísos fiscais e o combate implacável ao protecionismo".

O presidente aproveitou ainda seu discurso para reafirmar a postulação brasileira a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Após encontro com rainha, Lula recebe prêmio

LONDRES - Depois de participar de encontro com a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o Prêmio Chatham House 2009 por sua atuação na América Latina. Na avaliação da instituição de relações internacionais britânica, Lula é condutor da estabilidade e integração da região, com contribuição na solução de crises, como no Haiti, e incentivo à constituição da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
O líder brasileiro estava concorrendo com o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud Al-Faisal Bin Abdulaziz, e a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf. No ano passado, o vencedor foi o presidente de Gana, John Kufuor. A Chatham House elege anualmente o político que deu maior contribuição às relações exteriores.
A entrega do prêmio foi feita durante jantar de gala na Banqueting House, edifício do governo britânico na região de Westminster, pelo duque de Kent. Também esteve presente o secretário de Negócios do Reino Unido, Peter Mandelson. O ex-comissário europeu lembrou dos tempos que negociava com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que costumava mover a cabeça com sinal de negação durante as tratativas. "Eu ficava imaginando o que ele estaria pensando e acho que era algo como ''você não conhece meu chefe, o presidente Lula''.
Durante seu discurso, Lula disse que a política externa é um elemento fundamental do desenvolvimento brasileiro. "Decidimos associar nosso desenvolvimento ao da América do Sul, nosso entorno imediato", afirmou. "Estamos realizando um processo de integração solidária do continente, sem pretensões hegemônicas, sem busca de liderança." Ele também mencionou o movimento do Brasil em direção à África, na condição de segunda maior nação de população afrodescendente. O presidente falou ainda da busca pelo diálogo e negociação nas relações internacionais. "Não esperem armas do Brasil", disse. "Não hesitem, no entanto, em demandar nosso apoio político, nosso esforço negociador."

Ele voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU, de forma a refletir a nova correlação de forças no mundo. "(O Brasil) reivindica, junto com outros países, uma presença permanente neste organismo", disse no discurso.
Lula exibe placa e é aplaudido por Peter Mandelson, secretário de Negócios do Reino Unido Foto: Reuters.

É importante que a Inglaterra redescubra o Brasil

Blog do Planalto: Os investidores estrangeiros que lotaram o auditório na manhã desta quinta-feira (5), em Londres, na abertura do seminário “Encontro Investindo no Brasil: Identificando Oportunidades no Novo Clima Econômico”, foram convidados pelo presidente Lula a ‘redescobrirem’ o Brasil, País que hoje tem muitas oportunidades para investimentos. O seminário foi organizado pelos jornais Financial Times e Valor Econômico.
O Financial Times trouxe em sua edição desta quinta-feira um caderno especial dedicado às oportunidades de investimentos no Brasil, retratado como uma “superpotência agrícola pronta para alimentar o mundo”. O caderno destaca ainda que a emergente classe média brasileira é a força por trás do crescimento brasileiro. Clique aqui e confira o caderno especial do Financial Times (em inglês). O caderno traz também uma entrevista com o presidente Lula – Veja o vídeo aqui (também concederam entrevista a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles). O presidente brasileiro lembrou que, no final do século 19 e início do século 20, as empresas inglesas que estavam no Brasil começaram movimentos de retirada, principalmente depois da Primeira Guerra Mundial. Agora, o momento é de retomar os investimentos, afirmou Lula, defendendo novos encontros no Brasil e na Inglaterra para estreitar os laços comerciais entre ambos os países.
Para ouvir a íntegra do discurso do presidente Lula no seminário empresarial em Londres, clique aqui:

Lula no Palácio da Rainha

Blog do Planalto: A convite da rainha Elizabeth II, o presidente Lula esteve há pouco no Palácio Buckingham, residência oficial, para uma conversa bem amistosa. Na audiência, Sua Majestade parabenizou o presidente brasileiro pelo prêmio Chatham House que será entregue em cerimônia em Banqueting House, Whitehall. Além disso, a rainha apresentou as congratulações pelo fato de o Comitê Olímpico Internacional (COI) ter eleito o Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos em 2016. A soberana britânica também quis saber de Lula sobre as medidas adotadas pelo governo brasileiro para enfrentar os efeitos da crise financeira mundial.

AGORA É DILMA

José Alencar diz que Dilma Rousseff é a melhor opção para 2010

José Alencar diz que Dilma Rousseff é a melhor opção para 2010. Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr O vice-presidente da República, José Alencar, afirmou nesta quarta-feira que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é a melhor opção entre os possíveis candidatos à eleição de 2010 para assumir a Presidência. Para ele, o Brasil vive um ótimo momento e quem quer que seja eleito em 2010 terá que dar continuidade ao programa de governo.
"É natural que haja quem prossiga o trabalho que Lula iniciou, especialmente Dilma", disse durante a gravação do programa 3 a 1, da TV Brasil, que vai ao ar hoje, às 23h. Segundo Alencar, Dilma conhece e acompanha todos os programas do atual governo. "Como chefe da Casa Civil, que é como se fosse uma superintendência, ela está a par de tudo e está preparada para dar continuidade a todos esses programas que o Brasil precisa." Sobre uma possível candidatura para as próximas eleições, ele afirmou apenas que, se não tiver condições, não vai "levar seu nome ao palanque". "Já tinha planejado minha morte porque esse tumor é recorrente. Com esse negócio de que Deus está me curando, tenho que começar tudo de novo, reprogramar minha vida." Informações da Agência Brasil

Jose Alencar sanciona Universidade Federal do Oeste do Pará - Santarém

Perón, Getúlio, Lula

Quando acusou Lula de uma espécie de neoperonista, FHC vestia, em cheio, o traje da direita oligárquica latinoamericana. Que não perdoou e segue sem perdoar os líderes populares latinoamericanos que lhes arrebataram o Estado de suas mãos e impuseram lideranças nacionais com amplo apoio popular.
Por Emir Sader: Os três – Perón, Getúlio e Lula – têm em comum a personificação de projetos nacionais, articulados em torno do Estado, com ideologia nacional, desenvolvendo o mercado interno de consumo popular, as empresas estatais, realizando políticas sociais de reconhecimento de direitos básicos da massa da população, fortalecendo o peso dos países que governaram ou governam no cenário internacional. Foi o suficiente para que se tornassem os diabos para as oligarquias tradicionais – brancas, ligadas aos grandes monopólios privados familiares da mídia, aos setores exportadores, discriminando o povo e excluindo-o dos benefícios das políticas estatais. Apesar das políticas de desenvolvimento econômico, especialmente industrial, foram atacados e criminalizados como se tivessem instaurados regimes anticapitalistas, contra os intereses do grande capital. Quando até mesmo os interesses dos grandes proprietários rurais – nos governos dos três líderes mencionados – foram contemplados de maneira significativa.
Perón e Getúlio dirigiram a construção dos Estados nacionais dos nossos dois países, como reações à crise dos modelos primário-exportadores. Fizeram-no, diante da ausência de forças políticas que os assumissem – seja da direita tradicional, seja da esquerda tradicional. Eles compreenderam o caráter do período que viviam, se valeram do refluxo das economias centrais, pelos efeitos da crise de 1929, posteriormente pela concentração de suas economías na 2ª Guerra Mundial, tempo estendido pela guerra da Coréia.
A colocação em prática das chamadas políticas de substituição de importações permitiram a nossos países dar os saltos até aqui mais importantes de nossas histórias, desenvolvendo o mais longo e profundo ciclo expansivo das nossas economias, paralelamente ao mais extenso processo de conquisas de direitos por parte da massa da população, particularmente os trabalhadores urbanos. Se tornaram os objetos privilegiados do ódio da direita local, dos seus órgãos de imprensa e dos governos imperiais dos EUA. Dos jornais oligárquicos – La Nación, La Prensa, La Razón, na Argentina, ao que se somou depois o Clarin; o Estadão, O Globo, no Brasil, a que se somaram depois os ódios da FSP e da Editora Abril. Os documentos do Senado dos EUA confirmam as articulações entre esses órgãos da imprensa, as FFAA, os partidos tradicionais e o governo dos EUA nas tentativas de golpe, que percorreram todos os governos de Perón e de Getúlio.
Não por acaso bastou terminar aquele longo parêntese da crise de 1929, passando pela Segunda Guerra e pela guerra da Coréia, com o retorno maciço dos investimentos estrangeiros – particularmente norteamericanos, com a indústria automobilística em primeiro lugar -, para que fossem derrubados Getúlio, em 1954, e Perón, em 1955. Mas os fantasmas continuaram a asombrar os oligarcas brancos, que sentiam que aqueles líderes plebeus – tinham desprezo pelos líderes militares, que deveriam, na opinião deles, limitar-se à repressão dos movimentos populares e aos golpes que lhes restabeleceriam o poder – lhes tinham roubado o Estado e, de alguma forma, o Brasil.
O golpe militar argentino de 1955 inaugurou a expressão “gorila” para designar o que mais tarde o ditador brasileiro Costa e Silva chamaria, de “vacas fardadas”. A direita apelava aos quartéis, porque não conseguia ganhar eleições dos líderes populares. Durante os anos 50, no Brasil, fizeram articulações golpistas o tempo todo contra Getúlio, até que o levaram ao suicídio. Tentaram impedir a posse de JK, alegando que tinha ganho as eleições de maneira fraudulenta. JK teve que enfrentar duas tentativas de levantes militares de setores da Aeronáutica contra seu governo, legitimamente eleito, tentativas sempre apoiadas pela oposição da época, em conivência com os governos dos EUA.
O peronismo esteve proscrito políticamente de 1955 a 1973. Até o nome de Perón era proibido de ser mencionado na imprensa. (Os opositores usavam Juan para designá-lo ou alguns de seus apelidos.) Quando foram feitas eleições com um candidato peronista concorrendo – Hector Campora -, ele triunfou amplamente e – ao contrário de Sarney no Brasil – convocou novas eleições, truiunfando Perón, que governou um ano, até que foi dado o golpe de 1976, pelas mesmas forças gorilas.
No Brasil, o governo João Goulart foi vítima do mesmo tipo de campanha lacerdista, golpista, articulada com organismos da “sociedade civil” financiados pelos EUA, articulados com a imprensa privada, convocando as FFAA para um golpe, que acabou sendo dado em 1964. Perón, Getúlio e, agora, Lula, tem em comum a liderança popular, projetos de desenolvimento nacional, políticas de redistribuição de renda, papel central do Estado, apoio popular, discurso popular. E o ódio da direita. Que usou todos os “palavrões”: populista, carismático, autoritário, líder dos ”cabecitas negras”, dos “descamisados” (na Argentina). A classe média e o grande empresariado da capital argentina, assim como a clase média (de São Paulo e de Minas, especialmente) e o grande empresariado, sempre a imprensa das rançosas famílias donas de jornais, rádios e televisões.
É o ódio de classe a tudo o que é popular, a tudo o que é nacional, a tudo o que cheira povo, mobilizações populares, sindicatos, movimentos populares, direitos sociais, distribuição de renda, nação, nacional, soberania. FHC se faz herdeiro do que há de mais retrógado na direita latinoamericana – da UDN de Lacerda, passando pelos gorilas do golpe argentino de 1955, pelos golpistas brasileiros de 1964, pelo anti-peronismo e o anti-getulismo, que agora desemboca no anti-lulismo. Ao chamar Lula de neo-peronista, quer usar a o termo como um palavrão, como acontece no vocabulário gorila, mas veste definitivamente a roupa da oligarquia latinoamericana, decrépita, odiosa, antinacional, antipopular. Um fim político coerente com seu governo e com seus amigos aliados. * Fonte: Blog do Emir

Herança maldita do carlismo

Ilha do Urubu, o paraíso traído

Leandro Fortes
Há um mês, o deputado Emiliano José (PT-BA) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, para tornar pública a descoberta do último legado do carlismo ao povo e ao estado da Bahia. Derrotado nas eleições estaduais de outubro de 2006, em primeiro turno, por Jaques Wagner (PT), o ex-governador Paulo Souto apressou-se em tomar medidas administrativas, fazer ajustes orçamentários e, a pouco mais de um mês de deixar o cargo, abrir mão de um pequeno e ultravalioso paraíso ambiental público, no sul do estado, em favor de uma ação imobiliária nebulosa iniciada por um ainda mais estranho processo de doação.
A Ilha do Urubu é recanto de beleza natural praticamente intocada na região de Trancoso, próximo a Porto Seguro, no chamado Quadrilátero do Descobrimento, no sul da Bahia. A ocupação do lugar é disputada, há pelo menos três décadas, pela família Martins, de pequenos comerciantes e pescadores. Ainda assim, em 20 de novembro de 2006, depois de derrotado nas eleições, Paulo Souto decidiu doá-la a apenas cinco dos Martins: Maria Antônia, Benedita Antônia, Ivete Antônia, Joel Antônio e Angelina. De acordo com a lei, o quinteto só poderia vender o imóvel depois de cinco anos de uso, mas a ilha acabou vendida quatro meses mais tarde, pela bagatela de 1 milhão de reais, para o empresário espanhol, naturalizado brasileiro, Gregório Marin Preciado. Um ano depois, o paraíso baiano foi passado adiante por 12 milhões de reais para o empresário belga Philippe Meeus, especulador imobiliário proprietário de um resort na Praia da Ferradura, em Búzios (RJ).
Estranhamente, um mês antes de Paulo Souto doar a Ilha do Urubu, a parte da família Martins beneficiária da ação do governador andava às turras com o futuro primeiro comprador da área, Gregório Preciado. Isto porque Preciado alega ter uma escritura de proprietário da ilha. Chegou, inclusive, a apresentar o documento como garantia para obter um empréstimo de 5 milhões de reais no Banco do Brasil. Escalado para apresentar aos Martins um mandado judicial de reintegração de posse impetrado por Preciado, o oficial de Justiça Dílson José Ferreira de Azevedo testemunhou atos de violência perpetrados por capangas do empresário.
Ao chegar à ilha, em 26 de outubro de 2006, Azeredo encontrou apenas um casal de velhos à sombra de uma árvore. Eram Maria Antônia e Joel Antônio Martins. Os dois foram oficiados, sem nenhum problema ou confusão, mas logo a paz do lugar acabou perturbada pela intervenção de empregados de Preciado. Assim escreveu o oficial de Justiça à Vara Cível e Comercial da Comarca de Porto Seguro: “Prepostos dos autores (além de Preciado, a mulher dele, Vicência Marin) procederam a derruba e queima do barraco ali existente”. Dois meses depois, Maria e Joel- venderiam a mesma terra a quem lhes havia derrubado e incendiado a casa.
Preciado, ex-arrecadador de campanha do governador José Serra, de São Paulo, também foi casado com uma prima do tucano. Em 2002, o Ministério Público Federal entrou com uma ação de improbidade administrativa contra dezoito pessoas e empresas ligadas ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira, outro arrecadador de campanha do PSDB, inclusive de Serra. Entre os implicados estava Gregório Preciado, apontado como sócio do governador em duas empresas, Gremafer Comercial e Aceto Vidros e Cristais.
De acordo com o processo aberto na Justiça Federal de Brasília, Gregório Preciado se beneficiou de dois contratos irregulares, em 1995 e 1998, num total de 73,7 milhões de reais, durante o processo de privatização de empresas públicas do governo Fernando Henrique Cardoso. Mas o pulo do gato da vida de Preciado foi dado mesmo em 1996, quando ele se associou à Iberdrola, gigante espanhola do ramo energético, por meio do consórcio Guaraniana, montado por Ricardo Sérgio com a ajuda dos fundos de pensão da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Entre 1997 e 2007, o grupo representado pelo arrecadador de campanha tucano arrematou as empresas de energia elétrica da Bahia (Coelba), Pernambuco (Celpe) e Rio Grande do Norte (Cosern).
Outro complicador, a briga interna que se desenrola entre os Martins. Na semana passada, a parte da família não agraciada pela doação de Paulo Souto entrou em juízo com uma ação rescisória, em Porto Seguro, contra a outra parte e ameaçou permitir a entrada de 200 índios pataxó da região na Ilha do Urubu, a fim de impedir a tomada de posse do empresário Philippe Meeus. Os Martins excluídos da negociata alegam possuir documentação de posse da terra, datada de 1931.
O ex-governador alega ter entregue as terras da Ilha do Urubu aos Martins por se tratar de família carente ali residente há mais de 30 anos. Portanto, não havia como ele prever que, menos de um ano depois, o principal beneficiário da caridade governamental seria Meeus, milionário a quem se atribui a propriedade de 36 Ferrari. A cadeia de transmissão de posse da área está sendo investigada pela Polícia Federal, na Bahia, porque se configura em caso clássico de lavagem de dinheiro – ainda mais por envolver um notório arrecadador de campanhas políticas.O quiproquó sobre a lha do Urubu foi levantado por um jovem advogado de Porto Seguro, Rubens Luís Freiberger, e se transformou numa ação popular ajuizada por um colega de Salvador, César Oliveira, no Tribunal de Justiça da Bahia. “Os detalhes dessa ‘ação social’ de Paulo Souto são estarrecedores”, afirma Oliveira.
De acordo com levantamento feito pelo deputado Emiliano José, combatente histórico do carlismo na Bahia, a doação da Ilha do Urubu foi apenas uma das diversas ações de Paulo Souto voltadas, no fim do mandato, para complicar a gestão do sucessor, Jaques Wagner. Segundo o levantamento entre 4 de outubro e 31 de dezembro de 2006, após ser derrotado por Wagner, Souto partiu para uma política de terra arrasada. Naquele período de apenas três meses, o Diá-rio Oficial registrou a outorga de dezessete áreas de terras do estado, além de doações feitas por órgãos públicos descentralizados de doze imóveis e 1.043 veículos-. Isso sem falar em atos de alterações orçamentárias, cerca de 1,5 bilhão de reais, uma média de 25 milhões por dia, durante os últimos 60 dias úteis do mandato do ex-governador do DEM.
Paulo Souto também alterou o prazo e o valor de recolhimentos do ICMS para antecipar a arrecadação de 2007, no afã de produzir receita e, assim, conseguir fechar o caixa de 2006. As medidas, segundo Emiliano José, atingiram as principais empresas arrecadadoras do tributo na Bahia, entre elas as de telecomunicações, energia elétrica e petróleo, num montante superior a 70 milhões de reais-. Como deferência ao chefe derrotado, Souto concedeu remissão parcial de ICMS e dispensa de multas e acréscimos moratórios para empresas de comunicação locais. Beneficiou diretamente, assim, a Rede Bahia, de propriedade da família de Antonio Carlos Magalhães, hoje controlada pelo filho, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM).

Brasil vive 'revolução silenciosa', diz Lula em Londres

Para presidente, país está 'recuperando auto-estima' e passa por momento 'quase mágico'.

Da BBC Brasil em Londres -- O Brasil vive uma "revolução silenciosa" com a recuperação da auto-estima da sociedade e está preparado para se tornar uma grande nação no século 21, afirmou nesta quinta-feira, em Londres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita durante um discurso a empresários e investidores no seminário "Investindo no Brasil", organizado em parceria pelos jornais Financial Times, da Grã-Bretanha, e Valor Econômico, do Brasil.
"Estamos vivendo um momento quase mágico", disse o presidente, após afirmar que o Brasil "cansou de ser o país do futuro" e não quer perder "nenhuma oportunidade" no século 21. "O século 21 é o século do Brasil", afirmou Lula. O presidente defendeu que os programas sociais do governo e os avanços econômicos do país estão promovendo no país um "milagre da transformação", que ainda não estaria sendo medido pelos especialistas e pelos institutos de pesquisa.
Lula citou o caso de uma mulher que conheceu recentemente que tomou R$ 50 emprestados para fazer pastéis e vendê-los em uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no ano passado e que hoje estaria servindo 400 refeições por dia na obra e já teria conseguido comprar um carro e uma moto. "Ela me contou com orgulho que já tinha pago R$ 5 mil de imposto de renda", disse o presidente. "É fantástico que uma pessoa que há um ano e meio não tinha nem R$ 50 já tem um carro, uma motocicleta, um restaurante e já está pagando imposto."
Participação do Estado - Após falar à plateia sobre os ajustes realizados na economia no início de seu primeiro mandato presidencial, Lula disse que a crise serviu para mostrar que os países que tiveram uma maior participação do Estado sobre a economia sentiram menos os efeitos da crise. "A classe política mundial precisa aprender que somos eleitos para governar, e estávamos habituados a pensar que não precisávamos governar porque o mercado resolveria tudo", disse Lula. "O mercado pode resolver uma parte substancial das coisas do país, mas tem coisas que o mercado não consegue resolver, porque não é papel do mercado", acrescentou. "O mercado não faz política social, é o Estado que tem que fazer. O mercado não cria um programa como o Luz para Todos, ou o Bolsa Família, isso tem que ser política de Estado."
Lula sugeriu que a crise econômica mundial poderia ter sido evitada ou amenizada se o ex-presidente americano George W. Bush, no fim do seu mandato, "tivesse tido as informações corretas e tomado as decisões corretas" para evitar a quebra do banco Lehman Brothers. "Possivelmente, teria custado muito menos que os bilhões de dólares que tivemos que colocar nos mercados depois que o Lehman Brothers quebrou", afirmou. "Essa crise, que chegou muito forte depois da quebra do Lehman Brothers, não precisaria ter chegado a essa profundidade se os governantes tivessem tomado medidas corretas na hora certa. É para isso que existe governo", disse.
Lula afirmou que, quando é cobrado pelos altos lucros dos bancos no Brasil, responde que prefere que eles continuem ganhando muito dinheiro, porque "quando eles quebram, o prejuízo é infindável".
Refundação - Ao final de seu discurso, o presidente brasileiro voltou a defender uma maior participação dos países emergentes nos organismos econômicos internacionais como o FMI e o Banco Mundial para refletir melhor a nova ordem global. "Estamos avançando na refundação das instituições de Bretton Woods, mas ainda falta muito para restaurar uma governança financeira forte e transparente", disse. Para Lula"novas estruturas e regras devem refletir a emergência dos países em desenvolvimento como atores indispensáveis em um mundo cada vez mais interdependente". O seminário sobre oportunidades de investimento no Brasil foi o principal evento da visita de dois dias de Lula a Londres. Ainda na tarde desta quinta-feira, o presidente se encontraria em uma audiência privada com a rainha Elizabeth 2ª, no Palácio de Buckingham. Antes de retornar a Brasília, à noite, o presidente recebe um prêmio concedido pela Chatham House (Instituto Real de Assuntos Internacionais) por seus esforços para a melhoria das relações entre os países da América Latina. BBC Brasil

O PRÍNCIPE DAS TREVAS

FHC, o ex-presidente (ex- é ótimo), é pândego. Uma piada! Só escreve para a mídia, para os jornalões, onde ainda há abestalhados que acham ele um príncipe. Só se for o príncipe das trevas (lembrem-se do apagão!). São os mesmos abestalhados que também admiram Bush, que dizem que a ditadura militar foi uma ditabranda. Não há nada de novo no discurso de FHC, nada que ele já não tenha dito em 2002, 2006. É a mesma velha verborragia terrorista em ano eleitoral. Ontem, 4/11, FHC voltou a criticar a "inércia da oposição" e tornou a rogar pragas sobre o futuro do país. FHC quer que a oposição defenda os 8 longos anos de mandato em que ele quebrou o Brasil várias vezes. FHC quer preparar o terreno para o eterno candidato Serra, quer ver a defesa das privatizações, dos empréstimos no FMI, da sua desastrosa política econômica e social, que deixou como saldo um país falido, com recorde em desemprego e mais de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da pobreza. Seu discurso é covarde. Para ele, a campanha de 2010 deve levar o eleitor ao futuro e não ao passado. A oposição, aconselhou, deve criar horizonte e "não discutir número". Ele quer fugir de uma comparação de seu governo com o de Lula. Diz o príncipe das trevas (lembrem-se do apagão) que Lula transfere, sim, votos para seu candidato. Não se deprecie, FHC. Se o presidente Lula transfere votos para sua candidata, você também pode. Ou não? Pessoalmente, gostaria de ver FHC vestir a camisa do seu candidato e subir em todos os palanques, aparecer no programa eleitoral do PSDB. Ele deveria ser vice do Serra, e mostrar o seu potencial para eleger candidatos de seu partido o PSDB. Ou será que ele não tem esse potencial? Querem ver o futuro com o PSDB no governo? Dêem uma olhadinha no passado, lembrem-se de 1994-2002. É aterrorizante. Jussara Seixas.

Aprovação do presidente Lula tem deixado os demotucanos malucos

Marcelo de Moraes - O Estado de S. Paulo -

Setores da oposição reconhecem que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a falta da definição de um candidato oposicionista à sua sucessão têm dificultado a tarefa de se contrapor ao Planalto. Na prática, as manifestações contrárias aos interesses do governo federal mais duras não têm partido do Congresso. É fato que a crítica mais contundente das atividades de Lula e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante a visita a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em cidades próximas do Rio São Francisco, no Nordeste, não partiu de políticos do PSDB, DEM ou PPS. Ela coube ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que apontou o tom de campanha da viagem e a classificou de "vale-tudo" eleitoral.
"Durante essa viagem, eu ocupei a tribuna do plenário todos os dias para criticar a passagem do presidente Lula e da ministra Dilma pelo Rio São Francisco. Falei claramente que era um ato de campanha antecipada, que os gastos com as obras eram muito baixos, mas não houve visibilidade para essas críticas", afirma o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP). Já o deputado e também tucano Luiz Carlos Hauly (PR) busca argumentos em outra direção. "A oposição atual não é irresponsável como foi o PT durante os oito anos do governo Fernando Henrique. Somos uma oposição civilizada, que não atrapalha a governabilidade como eles fizeram. Mas tenho certeza que a população entende que representamos projetos de governo absolutamente diferentes e que podemos oferecer um salto de qualidade com a vitória da nossa candidatura."
POPULARIDADE - Presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) admite ser complexo fazer oposição a um presidente que é "o mais popular desde Getúlio Vargas". Mas defende a tese de que a oposição deve colar cada vez mais os problemas do governo na imagem de Lula. "Prosperou na oposição a tese de que não deveríamos bater na figura do presidente Lula. Para mim, é um equívoco que não será repetido. Porque se a saúde vai mal, se a segurança pública enfrenta graves problemas, a culpa não é apenas do governo federal. É do presidente Lula. Porque é o governo dele que tem graves problemas nessas áreas e em várias outras", diz. "Sei que é difícil criticar alguém que tem avaliação positiva de 80%, mas é nosso dever baixar esse índice para pelo menos 50% ou 60% mostrando quais são os problemas de seu governo e como as falhas de gestão são de responsabilidade do presidente. Claro que a ausência na definição de um candidato torna isso mais complicado. Porque não adianta propormos uma estratégia de ação e o candidato depois não concordar com isso", acrescenta o presidente do DEM.

IPEA: Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros sobem na escala social.

Blog do Anselmo Raposo
Segundo pesquisa, ascensão se concentrou no Sudeste e no Nordeste. Ipea caracteriza renda individual de R$ 465 ao mês como ‘classe alta’.

O número de brasileiros que ascenderam socialmente entre 2005 e 2008 – passando da classe baixa para a média e da classe média para a alta – foi de 18,5 milhões de pessoas entre 2005 e 2008, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta quinta-feira (5).
De acordo com o órgão ligado ao governo federal, 7 milhões de pessoas passaram para a classe média no período e 11,5 milhões de pessoas ingressaram na classe alta. A pesquisa foi feita principalmente com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A metodologia usada pelo Ipea foi usar dados de 2001 para dividir a população em três grupos com o mesmo número de pessoas e verificar qual era a renda máxima em cada grupo. Segundo a classificação, o primeiro grupo, da classe baixa, ficou com renda de até R$ 188 por pessoa (em valores de 2008, ou seja, atualizados pela inflação) por mês; o segundo grupo, ou classe média, tem renda de entre R$ 188 e R$ 465; e o terceiro grupo, a classe alta, com renda de mais de R$ 465 por pessoa. O Ipea então calculou os valores equivalentes a esses para cada ano, de 1995 a 2008, e verificou quantas pessoas entraram e saíram de cada grupo, por esse critério de renda, em cada ano.
O segmento de baixa renda representava 34% da população em 1997, número que passou para 26% em 2008, a menor participação desde 1995. Já o segundo grupo, a classe média, representava 21,8% da população em 1995, expandindo-se até alcançar 37,4% da população em 2008. A classe alta, que era 35,8% da população em 1998, também aumentou sua participação até representar 36,6% dos brasileiros em 2008.
Perfil
- O Ipea também fez um perfil dos indivíduos que passaram de uma classe a outra, ou seja, que tiveram ascensão social, entre 2001 e 2008. Pela metodologia usada, a passagem de um grupo a outro significa também que a renda do indivíduo cresceu mais que a renda média da população no período, que foi de 19,8%. Na passagem da classe baixa para a classe média, pessoas do Sudeste (36,3%) e do Nordeste (34,1%) foram a maioria. Já na passagem da classe média para a classe alta, as regiões com maior participação foram a Sudeste (51,2%) e Sul (18,1%). Entre os que passaram do grupo de renda mais baixa ao grupo médio, 19,8% vivem no campo, enquanto 80,3% vivem em cidades. Na passagem do grupo médio para o grupo de renda mais alta, porém, a diferença se acentua: 90,6% estão na cidade, enquanto só 9,4% vivem no campo.
O trabalho assalariado foi importante para a passagem da classe baixa para a classe média: dois terços dos indivíduos que fizeram essa movimentação tinham emprego com carteira assinada (32%) ou sem carteira assinada (30,9%). Mas na passagem para a classe alta, os trabalhadores com carteira assinada se destacaram, sendo 44,8% do total, enquanto os com emprego sem carteira assinada eram 20,4% do total. Com participações menores no total de indivíduos que fizeram as duas passagens estão outros tipos de trabalhadores, como os por conta própria, servidores públicos, empregadores e não-remunerados.

Mantega:Brasil quer evitar 'exuberância irracional' no mercado

Da BBC Brasil em Londres - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, em Londres, que o Brasil tem procurado adotar "medidas de moderação" para evitar uma "exuberância irracional" no mercado brasileiro. Ao comentar a valorização de 187% no valor em dólar das ações negociadas na Bovespa nos últimos 12 meses - segundo ele, a maior entre todas as Bolsas de Valores do mundo - Mantega disse que o mercado brasileiro vive "uma exuberância". "Mas que não é uma exuberância irracional, é racional", acrescentou o ministro. "Justamente por não querermos que essa exuberância se torne irracional é que tomamos algumas medidas."
Mantega se referia à famosa frase cunhada em 1996 pelo então presidente do Fed, o Banco Central americano, Alan Greenspan, para se referir à excessiva valorização das ações de empresas de tecnologia antes do estouro da bolha em 1999. O ministro citou como exemplo o recente anúncio da cobrança de 2% de IOF (Imposto sobre as Operações Financeiras) sobre os investimentos estrangeiros em ações e títulos de renda fixa, com o objetivo de conter a entrada excessiva de dólares no país. "Num primeiro momento, a atração de dólares é positiva, mas no segundo momento é ruim por tirar a competitividade e a atratividade do setor manufatureiro (por causa da excessiva valorização do real, que encarece as exportações)", disse Mantega.
"Não queremos bolhas, não queremos exageros", acrescentou o ministro, citando um alerta recente feito pelo economista Nouriel Roubini, conhecido por ter "previsto" a crise econômica mundial, que disse que a desvalorização do dólar e os juros baixos nos Estados Unidos podem estar criando uma "bolha" de valorização de ativos em países emergentes. Segundo Roubini, os investidores tomam empréstimos em dólares a juros baixos nos Estados Unidos e aplicam em ativos de países em desenvolvimento, ganhando duplamente - com uma rentabilidade maior e com a valorização do câmbio. O perigo, segundo ele, é de um movimento de boiada de retorno ao dólar no momento em que a moeda americana parar de se desvalorizar ou quando os juros americanos subirem.
"Acho que essa bolha não é inevitável (como disse Roubini), se tomarmos medidas de moderação", afirmou Mantega. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros membros do governo brasileiro, o ministro participou na manhã desta quinta-feira, na capital britânica, do seminário "Investindo no Brasil", organizado pelos jornais Financial Times, da Grã-Bretanha, e Valor Econômico, do Brasil.
Competitividade - Apesar disso, o ministro admitiu que a moeda brasileira tem atualmente uma forte sobrevalorização em relação às moedas de seus principais parceiros comerciais, mas afirmou que "ainda assim a indústria brasileira mantém sua produtividade e competitividade". Dilma foi apresentada em Londres como 'ex-radical' e 'possível candidata'. Segundo ele, a competitividade dos produtos brasileiros de exportação poderia ser comparada à dos produtos chineses se não fosse essa sobrevalorização. A uma plateia de cerca de 200 pessoas, formada basicamente por empresários britânicos e brasileiros, Mantega disse que o Brasil já superou a crise econômica e apresenta ótimas perspectivas de crescimento sustentado nos próximos anos.
"Quando a crise começou, o Brasil tinha uma economia dinâmica crescendo em bases sólidas", afirmou. "Entramos fortes na crise e saímos ainda mais fortes do que entramos." Segundo o ministro, o Brasil está hoje "entre os três ou quatro países que mais estão crescendo na atualidade". O seminário contou também com a presença da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apresentada pelo mediador do seminário como "ex-radical que chegou ao governo" e "possível candidata à Presidência".
Dilma apresentou os principais projetos de investimento em infraestrutura previstos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e disse que eles são uma boa oportunidade para investidores estrangeiros no Brasil. Segundo a ministra, o Brasil deixou para trás "25 anos sem políticas de crescimento, de estagnação econômica e de inflação de dois dígitos ao mês", no qual "o governo era parte do problema", para um momento de grandes projetos, que tem o governo como indutor e parceiro da iniciativa privada.
"Os projetos do PAC são um bom exemplo dessa tendência", afirmou a ministra.

Fernando Henrique diz que Lula transfere votos para Dilma

Folha Online - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transfere, sim, votos para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência da República. Ao analisar o cenário político-eleitoral para 2010, o ex-presidente afirmou que os 15% de intenção de voto que Dilma aparece nas pesquisas foram transferidos por Lula. "Dizem que o presidente Lula não transfere voto. Como não transfere voto? Transferiu 15%. Ela [Dilma] não tinha nada, zero. E pode transferir mais", afirmou Fernando Henrique no seminário "O Brasil pós-crise: uma agenda para a próxima década", realizado no iFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso), em São Paulo.
Apesar de admitir a transferência, Fernando Henrique disse que o apoio de políticos com capacidade de voto não garante vitória nas eleições. "Você ter o apoio de alguém que tem muito voto não assegura vitória. Depende da capacidade de percepção da pessoa [eleitor]: esse é igual aquele. Aí você pode ter, e é raro, transferência de voto", afirmou. O ex-presidente citou como exemplo o governador José Serra (PSDB-SP), que em 1996 perdeu a eleição para a Prefeitura de São Paulo mesmo com o apoio dele e do então governador Mário Covas, morto em 2001. Na avaliação de Fernando Henrique, os eleitores não veem os políticos em "bloco, unidade, partido ou conjunto", mas como eles se apresentam e se inspiram ou não confiança. "Na política você tem que criar um horizonte e tem que despertar confiança. Não é discutir número, é despertar confiança. E isso depende do personagem, do desempenho", afirmou.

PT reúne prefeitos e vices em Guarulhos para grande encontro com Dilma

Dilma participa de encontro
Rossana Lana - A direção nacional do PT, por meio da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (Snai), promove na sexta (6) e no sábado (7), em Guarulhos/SP, um grande encontro de prefeitos e vice-prefeitos do partido.O tema central do encontro será A atual conjuntura política, os avanços do Governo Lula e as eleições de 2010. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participa do evento durante todo o sábado.Também participarão ministros, senadores, deputados federais e estaduais do PT, além de outras lideranças nacionais.
De acordo com Romênio Pereira, titular da Snai, todos os 560 prefeitos e os 423 vice-prefeitos petistas de todo o país foram convidados para o evento. “A Snai considera que este encontro será a grande atividade política do partido neste final de ano, paralelamente à realização do PED 2009. Por isso estamos concentrando todos os nossos esforços para levar o maior número possível de prefeitos e vices ao encontro”, afirma Pereira. A programação do encontro terá início na noite de sexta-feira (6) e durante todo o sábado (7), quando serão debatidos temas como a atual conjuntura política, os avanços do Governo Lula e as eleições de 2010.
O evento será realizado no Open Hall Convention Center (Av. Antônio de Sousa, 779 – Guarulhos - SP).
Programação
Dia 06 de novembro, sexta-feira
18h às 22h - encontros simultâneos - encontros regionais entre os prefeitos e vices (regiões sul, sudeste, nordeste, norte e centro oeste)
- plenária entre os/as deputados/as do PT
Dia 07 de Novembro, sábado
09h às 12h - O desafio de 2010: tática e estratégia para a vitória da esquerda na eleição Presidencial (conjuntura nacional, programa de governo e alianças).
12 horas - Almoço das Prefeitas e Vice Prefeitas com a companheira Dilma Rousseff
14h às 17 – Introdução ao debate sobre agenda e mobilização ( encontros regionais - caravanas )
17 horas - Ato de encerramento
18 horas - Confraternização - Snai

Depoimento emocionante do Ênio do blog "O PTrem das Treze"

Meu Bom Daniel e amados companheiros Jussara e Gilvan !!!

Resolvi criar meu pequeno blog "O PTrem das Treze" para CONTAR minhas histórias de militante e não para FALAR de mim !!! A minha história ?
"A minha história é talvez igual a tua" ( como dizia o teu Belchior ) e de tantos outros que entregaram as suas vidas para serem protagonistas da história e não a platéia. Vivi como todos os outros maiores atores para atuar no espetáculo do sonho de liberdade pelo lado de dentro das cochias. Não me conformei em somente assistir.
Sou Quimico Industrial de profissão mas hoje aposentado por invalidez permanente. Sou "distrófico" - nome dado aos possuidores de distrofia muscular progressiva - doença genética sem cura e sem tratamento mas que se tornou a minha melhor amiga e minha eterna companheira. É ela que me empurrou para o melhor entendimento da vida, de onde sou eterno aprendiz, e me tirou definitivamente da busca insana pelo dinheiro que faz do capitalismo o nosso pior algoz. Sou pobre por opção já que "torrei" tudo o que tinha para viver a vida depois que o meu primeiro médico assegurou que eu teria apenas mais cinco anos no máximo para isso. Foi em 1985, em Porto Alegre onde fui trabalhar para fugir de São Paulo onde fui em cana quatro vezes, duas pelas mãos do proprio Erasmo Dias que me prendeu por "vadiagem" e desacato à sua "autoridade" nas memoráveis passeatas estudantis ao final da decada de 70 (conto isso no meu blog). Como vê, o PT me salvou a vida já que eu neguei o prognóstico daquele médico e entrei de cabeça na tentativa de construir esse nosso PT ainda tão inacabado (Graças a Deus !!!) e lá se vão 24 anos de histórias e mais histórias.
Recentemente em um evento do PT. o ex-prefeito por duas vezes de Guarulhos, Elói Pietá, estava conversando com o Ministro da Educação Fernando Haddad e quando eu passava por eles na minha excitante "cadeira de rodas VERMELHA e motorizada". Ele me puxou e disse:
- "Fernando, deixe-me te apresentar o Enio, um dos "fundadores" do nosso partido !!!" e eu disse:
-"Pois é...Eu sou mais um deles !!! Quando militei no movimento estudantil pra valer, em frente à faculdade onde estudávamos, havia uma "republica" de alunas oriundas de outras partes do país e era onde nos reuníamos para as nossas atividades de pratica das nossas "ideologias exóticas". Lá. bem antes do PT existir, pregamos uma faixa que dizia"Por Um Partido dos Trabalhadores !" Daí o Fernando brincou:
-"Então voce é do tempo do "PURUM" ? e eu :
- Taí.....!!!! Eu sou do tempo do "PURUM" !!! Que tal Elói, se nós arregimentássemos um novo grupo no PT com a "tigrada" mais antiga e disputássemos internamente ao partido como o "Grupo do Purium" ? O Lula seria o maior expoente !!!
Todos riram é claro e eu "me fui".
Não sei como falar de mim senão pelas minhas histórias, posso te dizer, Daniel, que vive "in loco" e ao vivo tudo o que aconteceu no PT desde o seu início. Na época em que o PT foi criado eu fazia parte ao mesmo tempo das tres vertentes responsáveis por isso. Era "represente de fábrica" do Sindicato dos Químicos de Santo André onde eu trabalhava de dia, era militante estudantil onde eu estudava de noite e fazia parte de uma Comunidade Eclesial de Base da igreja católica nos finais de semana aqui na Zona Norte de São Paulo onde sempre morei ( exceto o período de 6 anos em Porto Alegre onde militei com o Tarso Genro no clandestino PRC, partido dentro de um partido, o PT, ....coisas da esquerda... ). A Zona Norte é a região mais conservadora da mais conservadora cidade do Brasil !!! Aqui existiam as "Senhoras de Santana" que pediam aos ditadores militares mais torturas e mais assassinatos em nome de Deus. Seus filhos ainda "vagueiam" por aqui de forma multiplicada. Aqui surgiu para a política o nefasto Janio Quadros, aqui moraram e ainda moram todos os comandantes da PM dos ultimos 50 anos porque aqui também fica a Academia da Polícia Militar de SP e o presídio do Barro Branco.
Foi nesse mesmo presídio que incentivados pelo então bispo da diocese de Santana, Dom Paulo Evaristo Arns, formamos um grupo para recepcionarmos a saída dos presos políticos que estavam lá por ocasião da Anistia. Nesse dia eu conheci um cearense chamado José Genoíno Neto com quem militei por mais de vinte anos dentro do PT. Ele criou dentro da cadeia junto com outros companheiros o PRC ( Partido Revolucionário Comunista ) numa auto crítica ao PC do B da Guerrilha do Araguaia. do PRC, além dos já citados faziam parte também lá do Acre, o Chico Mendes e a Marina Silva, que conheci e partilhei das suas 'experiências" ou "empates". Fiz parte de todas as coordenações de campanha para Dep. Federal do Genoíno, mesmo no período em POA, já que meu título de eleitor não foi transferido e eu tirava minhas férias por lá para vir a São Paulo ajudar na eleição nas suas duas primeiras campanhas ( 82 e 86 ) Depois voltei definitivamente por conta daquele diagnóstico da doença e aí fiquei mais perto e mais a disposição.
Quando o Genoíno obteve mais de 500,000 votos para deputado em 98, ele já não precisava mais de mim e eu dele. não houve divórcio, mas abandono de lar de minha parte e sem briga. Achei que poderia tentar ajudar como pudesse a outros candidatos menos importantes mas não menos valorosos. Daí ajudei na eleição e nos mandatos do Dep estadual Carlinhos de Almeida e dos federais José Mentor em 2000 e Candido Vaccarezza em 2006, desta vez apoiando também o Dep Estadual Rui Falcão.
Ah !!! ....Fiz parte também dos dois únicos governos do PT na Prefeitura de São Paulo. Em 88 com a Luiza Erundina fui assessor da Administração Regional de Santana ( minha região ) onde dentre tantas coisas tive a honra de trabalhar junto ao educador do mundo, Prof° Paulo Freire onde juntos contruímos duas escolas municipais por aqui ( um dia eu contarei os detalhes dessa história no blog ). No Governo da Marta eu fui o coordenador do Orçamento Participativo e depois Coordenador de Ação Social da Sub Prefeitura de Santana onde eu era o responsável pelas áreas de Cultura, Esportes. Abastecimento, Habitação,e Assistencia Social ( numa das regiões com maior numero de moradores de rua por conta da proximidade do Terminal Rodoviário do Tietê ). Sabe quantos habitantes existem na area de atuação desta SubPrefeitura ? 350.000 habitantes !!! Maior que a população de muitas capitais do nosso país !!!
Aqui na Zona Norte o PT perde todas por razões que a razão desconhece mas nem por isso os companheiros do PT daqui deixam de ser os mais importantes e valorosos combatentes do sonho de nação cidadã, justa e solidária que eu já conheci !!! Aqui eu já fui de tudo, dirigente do Diretório Zonal, trabalhei e atuei no Municipal, no Estadual e até no Nacional quando o Lula foi o nosso Presidente do partido. Mas tudo o que fiz e vivi só devo aos meus bravos e heróicos compamheiros de militancia daqui da Zona Norte de São Paulo. Vivi e morro por eles pois pra mim "companheiro de verdade é quem um morre pelo outro" como espero e vou também fazer por voces nessa minha nova fase de militância através da "blogosfera"
Comecei essa história de "blog" depois que por não poder mais andar como antes, de um ano pra cá comentava no blog do meu amigo Ricardo Kotscho, daí por insistencia de amigos que fiz por lá resolvi criar o "PTrem das Treze" na tentativa de contar as histórias que já vivi, optei pelo humor para me diferenciar e tornar tudo mais leve, e também poder opinar sobre os fatos do dia a dia da política nacional, alguns não são nada engraçados. Mas vou pelejando nessa coisa de escrever, Confesso que sempre fui melhor com megas ou microfones, mas sigamos em frente....
Daniel eu teria muita coisa ainda pra te contar, mas eu antes do agravamento da doença jamais havia escrito NADA na vida, nem bilhetes aqui em casa no meu terceiro casamento. Sim, tres casamentos mas um só partido !!! Por isso é que foram tres, mas hoje já vivo com a Sonia há 17 anos e acho que agora vai !!! Com Ela eu tive a Julia, de 10 aninhos, tenho a Juliana de 24 do meu primeiro casamento, flores plantadas da minha semente e mais a Fernanda e o Diogo que vieram com a Sonia, minhas flores colhidas no Jardim da vida !!! A eles cabem me julgar e a mais ninguém !!! Pelo que soube já fui absolvido por ter dedicado quase toda a minha vida na construção deste nosso grande partido popular. o PT !!!!!!
Beijos meus queridos !!!!
P.S. Outro dia um comentarista do meu blog pediu o mesmo que voces, que eu falasse de mim, então eu fiz esse "videozinho de merda" que passo agora pra voces,
lá tem algumas fotos disso tudo que escrevi, vou parar agora porque meus dedos doem quando digito demais MAS VOCES MERECEM TODO E QUALQUER SACRIFÍCIO !!!
Voces, os guerreiros da internet são os meus atuais e novos heróis !!!
A LUTA CONTINUA !!! SEMPRE !!!!

O Blog da Dilma faz aniversário!

Há um ano meu amigo, o blogueiro Daniel, lançou o Blog da Dilma, para contrapor verdades e realizações às mentiras as invencionices da mídia e da oposição. Um blog para mostrar o quanto a ministra Dilma está ajudando o presidente Lula a governar o Brasil. Um blog para mostrar a competência e responsabilidade de uma mulher guerreira que tem tudo para ser a presidenta do Brasil, e por isso é a escolhida do presidente Lula. Foi com muita honra que aceitei o convite do Daniel para fazer parte do blog. E o blog causou frisson na mídia, foi notícia em muitos jornais e revistas do Brasil, e até de outros países. O Blog da Dilma foi atacado com fúria pela mídia e pela oposição, tentaram até suspendê-lo com denúncias caluniosas para Google. A mídia tentou de tudo para sermos interpelados pelo TSE. A mídia, que tanta questão faz da liberdade de expressão, tentou nos calar. Não conseguiram. O Blog da Dilma continua livre, leve e solto, com mais de 700 seguidores. Parabéns a todos os colaboradores, parabéns aos nossos amigos e leitores.
Jussara Seixas


ENTREVISTA COM O VEREADOR ZIZINHO


1) Zizinho, você é vereador pela terceira vez pelo Partido do Trabalhadores, conte para os leitores e leitoras do Blog da Dilma, sua trajetória política.

Primeiramente gostaria de parabenizá-los, você Daniel e a Jussara pelas edições do blog e dizer que a honra e satisfação é toda minha de participar desta entrevista, quanto a minha trajetória política digamos que ela começou nos movimentos pastorais da Igreja católica (PJ e CEB’s) e nos movimentos populares (ASSOCIAÇÃO DE MORADORES E CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES) em uma Cidade onde o caciquismo com a política do toma lá da cá predominava e o povo sofria com todas as formas de mazelas que a direita sabe fazer e com tantas enganações. Diante disso decidimos fundar o Partido dos trabalhadores no nosso município apresentando de fato uma forma coerente para o verdadeiro papel do estado que é fazer o melhor e com transparência para aqueles que mais necessitam, o que culminou com a nossa eleição no ano de 2000 como o vereador mais votado do município com quase 7% dos votos validos, uma das votações mais alta do Brasil se não a mais em termos proporcionais, como vereador e com um mandato popular e coletivo conseguimos mobilizar a nossa população, fortalecer os nossos movimentos populares e o PT e reelegemos no ano de 2004 como o vereador mais votado do partido e a maior bancada da historia, 04(Quatro) vereadores do PT e 01 (um) do PSB elegendo também o prefeito do nosso partido acabando com uma regemonia familiar tradicional no município que reinavam a mais de 20 anos.Eleito também presidente da Câmara para o biênio 2005/2006 conseguimos melhorar o funcionamento do poder legislativo informatizando, facilitando o acesso e a participação da população. Eleito posteriormente para o biênio 2007/2008, como 1º secretário da mesa diretora e tesoureiro da Câmara conseguindo economizar e tirar o legislativo do aluguel, comprando a sede própria. Reeleito vereador no ano de 2008 juntamente com o nosso prefeito, e mesmo com uma bancada menor, de apenas 03 (três) vereadores, fui eleito de novo o primeiro secretario da mesa diretora para o biênio 2009/2010, onde estamos trabalhando para dar sustentação ao nosso executivo garantindo a concretização dos nossos projetos para melhorar cada vez mais a qualidade de vida da nossa população.

2) Muita gente não sabe qual a verdadeira função dos vereadores, você poderia. nos contar o papel deles na Câmara de Vereadores nos Municípios?

É fundamental que a população de modo geral conheça o poder legislativo municipal, que é a Câmara Municipal formada pelos vereadores, eleitos pelo povo, através do voto direto e secreto, para representarem os cidadãos de cada município, o vereador é um agente político,que legisla,criando leis para o município. A palavra vereador vem do verbo VEREAR, que significa velar pelo sossego e bem estar dos munícipes. É chamado também de Edil, antigo magistrado romano que tinha a incumbência de ir VER A DOR DO POVO, hoje, é aquele que cuida dos interesses do Município. As funções básicas são: Elaborar as leis de que o Município precisa para garantir o desenvolvimento econômico e social, fiscalizar o trabalho do prefeito, acompanhando a execução das leis municipais, julgar as contas do município, observando se o prefeito está gastando corretamente o dinheiro que o município arrecada e organizar a forma de funcionamento da Câmara Municipal,além de empossar o prefeito e o vice-prefeito na forma da lei.

3) A imagem dos políticos é associada a corrupção. Isso é um mito, uma realidade ou exagero da Mídia Nacional?

Na realidade muitos “políticos” capitalista utilizam do poder para tirar proveitos pessoais e enriquecer, sem preocupar com o verdadeiro papel do estado e as necessidades da população e a MÍDIA NACIONAL que também é capitalista e esta preocupada apenas em tirar proveito, tenta colocar todos os políticos no mesmo balaio como se todos fossem iguais,temos que lembrar que o político nasce do meio do povo,onde tem pessoas honestas e desonestas, se generalizar como a MÍDIA NACIONAL faz é considerar que não existe ninguém honesto,todos são corruptos.Um grande exagero!

4) Como será o Brasil depois que Lula deixar a presidência da República?

Estou confiante que depois do Lula o nosso Brasil continuará crescendo principalmente com a eleição da companheira Dilma Rousseff, mulher inteligente, guerreira, e determinada. A mesma já vem colaborando com o governo Lula e mostrando que um Brasil ainda melhor é possível.

5) O Bolsa Família foi fundamental para mudar a realidade da população mais pobre? Com certeza, o bolsa família mudou a vida de muitas famílias que estavam as margens da sociedade e hoje já estão incluídas novamente e continua sendo um programa fundamental garantindo o direito básico que é a alimentação e o acesso á educação e à saúde do nosso povo mais sofrido.

6) Por que a Mídia omite os avanços da Agricultura Familiar do Governo Lula?

A MÍDIA é capitalista e sensacionalista, divulgar as coisas boas feitas principalmente por políticos honestos os quais ela não apóia não é do seu agrado, como já disse a mesma quer colocar os políticos no mesmo balaio como se todos fossem iguais, pra ela é isso que dá audiência.

7) A revista Veja, Rede Globo, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo vem perdendo. espaço como um todo. A internet deu início ao desmantelamento da grande mídia?

Acredito que a internet tem sido um instrumento fundamental, mas o aumento da inclusão social promovida pelo governo Lula PT e principalmente o desenvolvimento auto-critíco da nossa população tem feito a grande diferença.

8) Qual é a importância política do PMDB na candidatura da Ministra Dilma Rousseff?

A aliança com o PMDB é muito importante para ajudar na eleição da companheira Dilma, mais é necessário que a direção do PT nacional trace uma meta estratégica junto aos aliados históricos e de esquerda para que os avanços sociais e as reformas sejam garantidos no próximo governo.

9) A Ministra Dilma Rousseff será uma ótima candidata do PT em 2010? Qual será o papel do presidente Lula nas próximas eleições?

Sim, a Dilma Rousseff tem historia de comprometimento e de luta em defesa do povo Brasileiro e vem mostrando a sua competência para tal. O papel do Presidente Lula será de fundamental importância pela liderança que tem hoje a nível mundial e pela aceitação popular que é a maior que um presidente Brasileiro já alcançou.

Votar na Dilma é Votar em Lula de novo!

10) A Militância Petista ainda continua forte e importante para o Partido dos Trabalhadores?

Sem dúvida, a militância petista continua forte e vai mais uma vez fazer a diferença nesta eleição, garantido à reeleição do PT com um projeto que já é vitorioso com o governo do companheiro Lula e que será ainda melhor com a companheira Dilma Rousseff.

11) Se você fizesse parte da Equipe de Programa Político da Ministra Dilma Rousseff em 2010, qual seria o Projeto que apresentaria em benefício do povo brasileiro?

Além de dar continuidades e avanços nós projetos Sócias existentes é importante que o governo implante a escola de tempo integral e coloque na grade curricular para todas as escolas a matéria sobre cultura com o objetivo de resgatar os nossos valores, promover a cidadania plena e a valorização da vida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Gostaria de encerrar esta entrevista, agradecendo e parabénizando mais uma vez você Daniel pelo Seu blog que é um espaço de divulgação da política do bem comum, o qual fortalece os espaços democráticos, e que tem sido de extraordinária importância no processo de construção da grande vitória da nossa candidata Dilma em 2010. Um abraço fraterno e nossa admiração. Antonio Afonso Duarte(Zizinho)

Vereador e presidente do PT de Santana do Paraíso/MG.

Acesse o blog do Vereador Zizinho: http://zizinho13.blogspot.com/

Dilma participará de reunião da Frente Nacional de Prefeitos

A ministra esteve mês passado em Fortaleza para lançamento de empreendimento com recursos do 'Minha Casa, Minha Vida'
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está entre os convidados da reunião que a Frente Nacional dos Prefeitos realizará nos dias 30 deste mês e 1º de dezembro, no Gran Marquise Hotel. O convite partiu da prefeita Luizianne Lins (PT), que promete realizar um dos maiores encontros do organismo. Ela é vice-presidente da frente.

O coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura, Geraldo Accioy, informou nesta quarta-feira, 4, que a expectativa é de 200 prefeitos debatendo no encontro temas que vão de trânsito a pré-sal.

Dilma Rousseff esteve mês passado em Fortaleza, quando conferiu o lançamento do empreendimento Bairro Novo, da Construtora Odenbrecht, no bairro Ancuri. O projeto tem recursos do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
O Povo online